SABIA QUE...?

Fevereiro 18 2005
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Dois acontecimentos, pouco usuais e politicamente complementares, vão marcar as legislativas do próximo domingo. Estas eleições ficarão assinaladas por um voto massivo de rejeição num partido, o PSD, por parte do seu eleitorado tradicional (que se dispersará pela abstenção ou pelas transferências de voto para o PS e para o CDS). E, também, pelo fim de um mito político-eleitoral, o da propagandeada imbatibilidade do populismo mediático de Santana Lopes.<p>

A evolução da campanha eleitoral, das múltiplas sondagens que foram sendo divulgadas e do discurso dos líderes dos principais partidos permite, já, definir relativamente bem os objectivos de cada força partidária. E antever as reacções aos resultados que se poderão esperar na noite de domingo.<p>


1. Sócrates e o PS colocaram a fasquia na maioria absoluta. Se a atingirem (e basta, para isso, repetir o resultado de António Guterres em 1999, 44%, ou o de Ferro Rodrigues nas europeias de 2004, 44,5%, desde que o PSD não suba acima dos 31%/32%), terão uma vitória em toda a linha e estabelecerão um feito único na história do PS. Mas se Sócrates, tal como Guterres, ficar a uma pequena distância e não alcançar a maioria absoluta, o primeiro lugar do PS converter-se-á numa vitória amarga. Que se, por um lado, representará um rápido regresso ao poder, menos de três anos depois do abandono de Guterres, obrigará, por outro lado, a uma imprescindível e complicada aliança parlamentar com um dos partidos à sua esquerda.<p>

Diga-se que, ao longo da campanha e dos debates em que participou, Sócrates fez pouco (com um discurso recheado de banalidades, sem medidas concretas, fugindo a assumir dificuldades ou reformas impopulares e sem dimensão de um chefe de Governo) para merecer essa maioria absoluta. Se a conquistar, será mais pela vontade do eleitorado em se livrar de vez de Santana Lopes do que por mérito próprio ou do PS.<p>


2. Santana Lopes sendo chefe do Governo, do partido vencedor das últimas legislativas e publicitado especialista em vitórias eleitorais, só podia partir para estas legislativas com a ambição e o objectivo de as vencer. E até de, eventualmente, conseguir repetir ou ampliar as maiorias absolutas de Cavaco Silva. Mas, paradoxalmente, já assumiu, ele próprio, a inevitável derrota - como se viu neste último debate a cinco, em que até a sua alquebrada expressão corporal deixava transparecer a desmotivação e o desalento de uma derrota anunciada (em contraste, por exemplo, com a energia e a acutilância de Paulo Portas, sempre a lutar pela vida e pela sobrevivência).<p>

Tendo já interiorizado a derrota, Santana e o PSD terão, apenas, como principal objectivo evitar a maioria absoluta do PS. E sendo óbvio que o termo de comparação eleitoral de Santana Lopes só podem ser os 40,2% de Durão Barroso e do PSD em 2002 (tal como para o parceiro de coligação, Paulo Portas, serão os 8,8% do CDS nas anteriores legislativas), qualquer resultado abaixo dessa fasquia, agravado com a perda do poder para os socialistas, constituirá uma derrota sem remissão para o partido e para o seu controverso líder.<p>

Ora, foi tal a «overdose» de irresponsabilidade política e de imaturidade governativa, é tal a desilusão e rejeição que se apossou de grande parte do eleitorado habitual dos sociais-democratas, são de tal forma confluentes e concludentes os resultados de todas as sondagens que se pode antever uma derrota histórica do PSD. Ao nível ou mesmo abaixo dos 32,3% de Durão Barroso no auge do guterrismo e com o risco de ficar até situada no escalão humilhante dos vinte e cinco a trinta por cento.<p>

O mito eleitoral de Santana Lopes vai desabar na noite de domingo. Por uma simples razão: pela primeira vez, os portugueses conhecem-no antes de irem a votos. Estes seis inacreditáveis e inesquecíveis meses de chefia do Governo e do PSD tiveram o efeito de uma vacina eleitoral. Ao contrário do que aconteceu nas autárquicas da Figueira da Foz ou nas autárquicas de Lisboa, o eleitorado já sabe o que o espera. Pela primeira vez, Santana Lopes tem um lastro de atitudes e decisões que deixaram marcas, um lastro que aparece associado à sua imagem e pelo qual irá ser eleitoralmente julgado.<p>


3. Paulo Portas e o CDS conseguiram, com inteligência e bom senso político, distanciar-se do naufrágio dos últimos meses de governação. E contrapor um estilo responsável e adulto às trapalhadas em que Santana Lopes e os ministros PSD mergulharam o país. Portas quer capitalizar a visibilidade e a credibilidade que o CDS ganhou em três anos de presença no Governo. E sabe que pode crescer à custa do enorme desencanto que atravessa neste momento o eleitorado do PSD. Se ficar acima do resultado de 2002 e como terceiro partido, terá ganho a sua aposta. Ainda que se depare, pela frente, com uma travessia, mais ou menos prolongada, pelo deserto da oposição.<p>


4. Com menos de 400 mil votos em 2002 e já abaixo dos 7%, o PCP e o seu novo líder dificilmente crescerão eleitoralmente nestas legislativas. Ainda para mais com a perspectiva de maioria absoluta a potenciar o voto útil no PS. E com os sectores mais jovens da esquerda a repartirem o seu voto com o BE. Uma votação semelhante à de 2002 será já uma vitória para Jerónimo de Sousa. Se ultrapassar os 7%, o PCP poderá festejar na noite de 20 de Fevereiro.<p>


5. O Bloco de Esquerda, tal como o PS e o CDS, parte com expectativas elevadas para estas legislativas. Quer duplicar, pelo menos, os seus 3 deputados e aproximar-se do PCP ou mesmo igualá-lo. Bastar-lhe-á subir o número da sua representação parlamentar para cantar vitória. Mas a fasquia dos objectivos subiu tão alto (ao ponto de os seus dirigentes admitirem sair destas eleições como terceiro partido) que, se o BE mantiver o quinto e último lugar no Parlamento, qualquer subida saberá a pouco.<p>

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A Opinião de José António Lima - Expresso.<p>

17 Fevereiro 2005

publicado por Lumife às 01:56

Votemos.... porque isso é que importa! O resto são futurologias que não levam a ladao nenhum!Carlos Tavares
(http://o-microbio.blogspot.com)
(mailto:carlos.roquegest@mail.telepac.pt)
Anónimo a 18 de Fevereiro de 2005 às 15:49

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