SABIA QUE...?

Fevereiro 10 2005
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Santana Lopes gosta das grandes produções da «máquina laranja», como bem se viu e ele disse em Castelo Branco, mas detesta «andar nas ruas com tambores, entrar nas lojas e distribuir sacos de plástico». Oferecer esferográficas aos transeuntes, isso então é que nem pensar. Já recusou um programa desses na campanha para Lisboa. Compreende que outros o façam - ele é um espírito aberto, condescendente e generoso - mas acha tudo isso,,,pouco moderno. «Já não se usa», disse ontem em S.Bento.



Prefere, de longe, meter-se no Falcon vestido de primeiro-ministro, subir às alturas e criticar os outros líderes que andam na estrada - jurando sempre que não está a criticá-los, pois então - por fazerem campanha no Carnaval. Por ele, Santana, não se mistura política com folia. Quem havia de dizer?!...



Pois bem, na falta de uma iniciativa de Governo que pudesse enxertar na campanha com um mínimo de a-propósito para a terça-feira de Carnaval, o primeiro-ministro demissionário aproveitou o tal pretexto do Falcon para dar ao líder e candidato do PSD a primeiro-ministro a oportunidade de protagonizar em S.Bento um momento de alta política. Chamou os jornalistas para o filmarem, «very casual» e ternurento, a passear com os filhos mais novos no jardim e depois, no conforto da sala de estar aquecida, respondeu às críticas de campanha como se estivesse fora dela. Lá leu um recorte de jornal em que se noticiava a inauguração de uma estação de tratamento de resíduos pelo então ministro José Sócrates, duas semanas antes das eleições autárquicas. Como quase tudo lhe anda a correr mal por estes dias, ou lhe fizeram mal as contas, ou o recorte tinha a data errada, e o PS veio logo dizer que não faltavam duas mas três semanas, além de que as eleições eram autárquicas e Sócrates não era candidato. Mas, enfim, o pequeno «happening» para o dia de Carnaval em S. Bento estava criado, e Santana Lopes lá teve nas televisões a sua acção de campanha disfarçada de conferência de Imprensa para assuntos de Estado inadiáveis.



O Falcon era o pretexto, mas a explicação foi tão pífia e incipiente, que o mais certo é ter falhado o tema forte do encontro: perante o desmentido, por «fonte próxima», da notícia do «Público» sobre a aposta eleitoral de Cavaco no PS, Santana Lopes já não pode dizer que o ex-primeiro-ministro é um segundo Freitas do Amaral; disse apenas que ele seria um segundo Freitas... se a notícia fosse verdadeira. Como o «Público» reafirma o essencial do caso na edição de hoje, Santana pode voltar à carga e já tem outra acção de campanha garantida.



Realmente, se Cavaco aposta numa vitória do PS, o mínimo que se pode dizer é que, desta vez, não é muito original. Qualquer um seria capaz de fazer tal aposta - não só porque todas as sondagens o proclamam, podendo obviamente estar erradas, mas também porque todos os dias Santana faz um esforçozinho para que elas se confirmem. O «happening» de S. Bento no dia de Carnaval foi só mais um contributo.



9 Fevereiro 2005


A Opinião de Fernando Madrinha-Expresso





publicado por Lumife às 01:20

Sempre muito imparcial este Fernando Madrinha...Carlos Tavares
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Anónimo a 10 de Fevereiro de 2005 às 12:42

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