SABIA QUE...?

Agosto 31 2004
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"Todos vocês sabem que na Espanha nós não nos situamos como meros


observadores desinteressados..." - Hitler, em 29 de abril de 1937.



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A segunda-feira negra de Guernica


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Era uma 2ª feira, dia de feira-livre na pequena cidade da Biscaia.


Das redondezas chegavam as suas estreitas ruas os camponeses do


vale de Guernica, no país dos bascos, trazendo seus produtos para o


grande encontro semanal. A praça ainda estava bem movimentada quando,


antes das cinco da tarde, os sinos começaram os seus badalos. Tratava-se


de mais uma incursão aérea. Até aquele dia fatídico - 26 de abril de 1937 -


Guernica só havia visto os aviões nazistas da Legião Condor passarem sobre


ela em direção a alvos mais importantes, situados mais além, em Bilbao. Mas


aquela 2ª feira foi diferente. A primeira leva de Heinkels-11 despejou sua bombas


sobre a cidadezinha precisamente às 16:45 horas. Durante as 2 horas e 45 minutos

seguintes os moradores viram o inferno desabar sobre eles. Estonteados e deses-


perados saíram para os arredores do lugarejo onde mortíferas rajadas de metralha-


dora disparada pelos caças os mataram aos magotes. No fim da jornada contaram-se

1.654 mortos e 889 feridos, numa população não superior a 7 mil habitantes. Quase


40% haviam sido mortos ou atingidos. A repercussão negativa foi tão grande que os

nacionalistas espanhóis trataram logo de atribuí-la aos "vermelhos".


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Hitler apoia Franco


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Na realidade a tragédia começou oito meses antes, na noite de 25 de julho de 1936,

quando, entre um acorde e outro de uma ópera wagneriana, Hitler decidiu-se a apoiar

Franco. Na semana anterior o general espanhol havia sublevado o exército contra o

governo republicano-esquerdista da Frente Popular. O Führer estava em Bayreuth

para prestigiar o tradicional festival musical quando recebeu uma carta do caudilho. A

solicitação era modesta. Tratava-se de saber se o governo nazista contribuiria com


uma dezena de aviões de transporte e algumas armas. Hitler não hesitou. A vitória

comunista na Espanha provocaria, por estímulo, a "bolchevização" da França, e seu

regime ver-se-ia sitiado por ela e pela URSS de Stalin.


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A Legião Condor



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Em pouco mais de três meses depois chegava a Sevilha, a Legião Condor.


Comandada pelo General Sperrle, ela compunha-se de 4 esquadrões de bombar-


deios e outros 4 de combate, além de unidades antiaéreas, antitanques e de


panzers, num total de 6.500 homens. O acordo com os nacionalistas espanhóis


concebia uma grande autonomia das forças nazistas que subordinavam-se apenas


ao Jefe del Alzamiento, isto é ao próprio Franco. Madri, ainda em mãos dos republi-


canos esquerdistas, estava, desde o princípio do levante de 18 de julho, submetida


a bombardeios aéreos irregulares. Os estrategistas da Luftwaffe de Goering, recém

chegados à área do conflito, estavam excitados em aplicar, de forma maciça, uma


tática da terra arrasada. Qual seria o efeito dos bombardeios concentrado? Levas de

esquadrilhas conduziriam tipos de bombas diferentes - das de fragmentação às

incendiarias -, que seriam lançadas em formações compactas, ininterruptamente,


sobre um alvo qualquer a ser designado.



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A escolha de Guernica



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A escolha da pequena Guernica deveu-se a vários motivos. A cidade era um alvo


fácil, sem proteção antiaérea, além de não ter uma população numerosa. Além disso

abrigava um velho carvalho (Guernikako arbola) embaixo do qual os monarcas


espanhóis ou seus legados, desde os tempos medievais, juravam respeitar as leis e

costumes dos bascos, bem como as decisões da batzarraks (o conselho basco). Como


o levante de Franco foi também contra a autonomia regional, a destruição de Guernica

serviria como uma lição a todos os que imaginavam uma Espanha federalista ou

descentralizada. Assim, quando a notícia da dizimação provocada pelo

bombardeamento "científico" chegou aos jornais provocou um frêmito de horror em


todos os cantos do mundo. Quase todos os habitantes de cidades, em qualquer lugar


do planeta, sentiram instintivamente que estavam sendo apresentados a um outro


tipo de guerra, à guerra total, e que, doravante, por vezes, seria mais seguro estar-


se numa trincheira na frente, do que vivendo numa grande capital.



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A Guernica de Picasso



Estéticamente quem melhor captou esse sentimento foi Pablo Picasso. Vivendo em


Paris desde o início do século, já era uma celebridade quando o Governo da Frente

Popular o procurou para que fizesse algumas telas para arrecadar fundos para a

República. A violência e a indignação que causou o bombardeio fez com que ele se

concentrasse por 5 meses numa grande tela, quase um mural (350,5 x 782,3). Sua

primeira aparição deu-se numa Exposição Internacional sobre a Vida Moderna em


Paris, no dia 4 de junho de 1937. O público virou-lhe as costas.


Não era algo belo de ser visto. Picasso, para retratar o clima sombrio que envolvia o

desastre, utilizou-se da cor negra, do cinza e do branco. Como nunca a máxima de


Giulio Argan segundo a qual a "arte não é efusão lírica, é problema" tenha sido tão

explicitada, como na composição de Picasso. O painel encontra-se dominado no alto


pela luz de um olho-lâmpada - símbolo da mortífera tecnologia - seguida de duas figu-


-ras de animais. No centro um cavalo apavorado, em disparada, representa as forças

irracionais da destruição. A direita dele, impassível, um perfil picassiano de um touro

imóvel. Talvez seja símbolo da Espanha em guerra civil, impotente perante a destrui-

ção que a envolvia. Logo a baixo do touro, encontramos uma mãe com o filho morto


no colo. Ela clama aos céus por uma intervenção. Trata-se da moderna pietá de


Picasso. Uma figura masculina, geometricamente esquartejada, domina as partes

inferiores. A direita, uma mulher, com seios expostos e grávida, voltada para a luz,

implora pela vida, enquanto outra, incinerada, ergue inutilmente os braços para o


vazio, enquanto uma casa arde em chamas. Naquele caos a tecnologia aparece

esmagando a vida.


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Uma obra-prima do século XX


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Foi uma das grandes premonições histórico-estéticas do século. Dois anos depois


teria o início o martírio das populações de Varsóvia, de Londres, de Berlim, de Ham-


burgo, de Leningrado, de Dresden, de Hiroxima e de Nagasaki, que padeceriam,


devido aos bombardeamentos em massa, dos mesmos tormentos das imagens

dilaceradas do quadro de Picasso. Exatamente por não ter nenhum signo específico


de agressão, nenhuma suástica ou distintivo franquista ou falangista, a composição

transcendeu os acontecimentos da infausta Guerra Civil espanhola, tornando-se um

manifesto estético dos horrores provocados por uma tecnologia a serviço da

desumanização. Picasso pintou a obra-prima do século, onde se misturam as


contradições da nossa época: progresso e violência, catástrofe e prosperidade.



publicado por Lumife às 22:35

Agosto 30 2004
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O dia mais belo? Hoje.



A coisa mais fácil? Equivocar-se.



O obstáculo maior? O medo.



O erro maior? Abandonar-se.



A raiz de todos os males? O egoísmo.



A distração mais bela? O trabalho.



A pior derrota? O desalento.



Os melhores professores? As crianças.



A primeira necessidade? Comunicar-se.



O que mais faz feliz? Ser útil aos demais.



O mistério maior? A morte.



O pior defeito? O mau humor.



A coisa mais perigosa? A mentira.



O sentimento pior? O rancor.



O presente mais belo? O perdão.



O mais imprescindível? O lar.



A estrada mais rápida? O caminho correto.



A sensação mais grata? A paz interior.



O resguardo mais eficaz? O sorriso.



O melhor remédio? O otimismo.



A maior satisfação? O dever cumprido.



A força mais potente do mundo? A fé.



As pessoas mais necessitadas? Os pais.



A coisa mais bela de todas? O amor.




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( Madre Teresa de Calcutá )

publicado por Lumife às 10:42

Agosto 12 2004
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publicado por Lumife às 16:49

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publicado por Lumife às 01:30

Agosto 11 2004
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Oh! Pobre criança,


Que dormes ao relento


Entre bombardeios.


Não grites quando estiveres desesperada


Oh! Pobre criança!


Uma canção te mandarei


Para aquecer teu coração


Uma canção suave como tua face


Mas ao mesmo tempo melancólica


Como a tristeza que tens nos olhos...


Oh! Pobre criança,


Não perca a esperança,


Pois um dia irei te encontrar


E tu feliz vais cantar



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~~~~ Autoria ~~~~
Marcos Paulo Servant de Arruda



publicado por Lumife às 01:14

Agosto 10 2004
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Agosto 10 2004
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publicado por Lumife às 01:25

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