SABIA QUE...?

Junho 28 2005
androide.jpgEstados Unidos, 27/06/2005 - Um andróide, "cópia" do escritor de ficção científica Philip K. Dick, foi criado como um tributo ao homem que escreveu muitos contos a respeito de andróides. Ele pisca, sorri, gesticula e é capaz de reconhecer pessoas, graças às câmeras atrás dos olhos.




Uma lagosta robô e o andróide que reconhece pessoas e responde suas perguntas são dois dos mais inusitados participantes da "NextFest", uma feira anual de alta tecnologia promovida pela revista Wired em Chicago. O evento exibiu tecnologia futurista com semelhança espantosa com a vida. "A diferença entre animais e robôs é que os robôs ficam presos, enquanto os animais sempre encontram um jeito de se esgueirarem para onde querem", disse Joseph Ayers, engenheiro e inventor, da Universidade de Boston.




Suas lagostas robotizadas, projetadas para caminhar pelo piso do oceano e localizar minas marítimas, estão equipadas com "neurônios" que permitem que elas descubram o caminho em torno de obstáculos da mesma forma que lagostas reais fariam. Empregando músculos mecânicos sequenciados, produzidos com a mesma malha metálica usada em implantes de pacientes cardíacos, Ayers disse que seu trabalho pode um dia conduzir a próteses de comportamento mais humano. Ele espera reduzir os componentes mecânicos que acionam os movimentos do robô ao tamanho de um chip de computador.



Também em exibição na NextFest, que aconteceu neste final de semana, os visitantes puderam conferir um veículo que combina jet-ski e submersível, um jogo virtual de hóquei no ar e projetos de grandes empresas, como os veículos acionados a hidrogênio desenvolvidos pela General Motors e tecnologias da General Electric para geração de energia e tornar potável a água do mar.



Outro robô que se assemelha a um pequeno tanque de guerra com patas estava sendo observado pelo major Jeff Stone, que visitou a feira depois de passar em uma exposição do Exército norte-americano. "Nossos soldados adoram essas coisas", disse Stone, em referência ao Packbot, da iRobot, dos quais cem estão trabalhando no Iraque, desarmando e detonando bombas. Os soldados norte-americanos encarregados de operar esses robôs de US$ 100 mil chegam a dar apelidos carinhosos a eles.



A iRobot também levou à exposição sua linha de aspiradores de pó automatizados. Por US$ 329, as versões mais avançadas podem ser programadas para trabalharem enquanto não há ninguém em casa.



Perto dali, um soldado, sargento Robert Atkinson, explicava o funcionamento de um traje militar do futuro, criado na oficina do Exército dos EUA, em Massachusetts. "Isto é o conceito de um monitor flexível que mostra a taxa de batimentos cardíacos e respiração e projeta imagens de um robô voando adiante."



O traje, que pode chegar aos campos de batalha dentro de 20 anos, também é equipado com músculos artificiais que se contraem para ajudar o soldado a carregar um colega ferido.



Companheiro para idosos


O robô mais parecido com seres humanos exibido na feira foi o andróide que é um "clone" do escritor de ficção científica norte-americano Philip K. Dick, criado pela companhia iniciante Hanson Robotics, de Dallas. O fundador da empresa, David Hanson, trabalhou anteriormente na Disney.



Sentado naturalmente em um sofá, o andróide Dick possui expressões humanas como sorriso e piscadas e respondia a visitantes da feira por meio de um programa que utiliza um banco de dados com 10 mil páginas de escritos de Philip K. Dick, nascido em Chicago. Câmeras atrás dos olhos do robô permitiam a ele "reconhecer" pessoas que visitaram o estande mais de uma vez.



Inicialmente, os andróides poderão um dia se tornar companhias para idosos, afirmou Steve Prilliman, da Hanson Robotics.



A vida como ela é foi representada na feira por um gato leopardo clonado e seu "pai". Um homem perguntou se um clone de um gato clonado seria possível ou se um clone poderia ser criado. Para ambas as perguntas a resposta foi "sim" e ele disse a um amigo: "Você é o próximo."





(Reuters)

publicado por Lumife às 18:26

Junho 21 2005
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A Master Card International avisou que dados referentes a pelo menos 40 milhões de cartões de crédito foram roubados. O roubo ocorreu na CardSystems Solutions, empresa em Tucson, no Arizona, que gerencia os pagamentos de diversas companhias de crédito, e cerca de 13,9 milhões desses cartões pertenciam à MasterCard. Crackers usaram falhas de segurança no sistema da CardSystems para se infiltrar e acessar as informações dos clientes.


A MasterCard já avisou os bancos sobre o roubo e, de acordo com um porta-voz, vai informar os clientes ainda nesta semana. Este é provavelmente o maior caso de roubo de identidade até agora, além de apenas mais uma ocorrência numa série de exposições de informações confidenciais.



Na última semana, o CitiFinancial admitiu que várias fitas contendo informações de mais de 3,9 milhões de clientes foram perdidas num transporte para outro escritório. Outras companhias atacadas recentemente incluem a LexisNexis, a ChoicePoint e a Polo Ralph Lauren.



As organizações nos Estados Unidos são obrigadas a divulgar falhas de segurança que afectem as informações dos clientes: legislação específica na Califórnia e em Massachusetts força as empresas a revelarem quando houver quebra de segurança.


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Sucatas electrónicas viram bijuterias originais



Diodos, cabos MIDI e IDE, capacitores, processadores e outros elementos de electrónica podem virar braceletes, colares, brincos e pulseiras originais em vez de se tranformarem em sucata. No site www.zellestyle.com/catalog/index.htm diversas dessas bijuterias podem ser vistas e compradas, ou servir de inspiração para novas criações.




Com preços que vão de US$ 12 a US$ 320, o site exibe desde um cinto feito a partir de um cabo IDE até um pingente que é um chip de ouro.



Chamam a atenção também a bolsa feita com 12 disquetes, o colar de plugs de áudio e os conjuntos de gargantilha e pulseira feitos com cabos Ethernet. Os artigos são feitos a mão e vêm com certificado de autenticidade.


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Aluno brasileiro do ensino básico terá identidade electrónica



A partir do ano lectivo de 2006, os 55 milhões de alunos da educação básica vão ganhar um cartão de identidade electrónica. O Ministério da Educação dá início ainda neste mês ao cadastramento desses estudantes para a emissão do documento. Para o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Eliezer Pacheco, a identidade electrónica vai permitir que todas as informações do censo escolar sejam mais actualizadas, o que facilitará adopção de medidas para melhorar a educação no País.


"A identidade electrónica vai permitir que o censo escolar, que hoje é feito com dados do ano lectivo anterior, tenha informações actualizadas para que o governo federal adopte políticas públicas para o sector mais adequadas, mais eficientes e precisas," garantiu o presidente do Inep.



O censo escolar, lembrou Eliezer Pacheco, abrange toda a educação básica - infantil, fundamental, média, especial, profissional e de jovens e adultos - e oferece informações para o desenvolvimento de 11 programas, entre eles o da merenda escolar, do transporte escolar e do livro didático.



O presidente do Inep informou ainda que a identidade electrónica vai facilitar também o controle da freqüência escolar do aluno, exigência de vários programas sociais do governo, como no caso do Bolsa Família. "Com o controle electrónico da presença do aluno em sala de aula, nós teremos condições de trabalhar com os números reais. Saberemos com mais eficiência quem está e quem não está freqüentando as salas de aula" afirmou Eliezer Pacheco. O trabalho de cadastramento deve durar até o final do ano.





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publicado por Lumife às 17:47

Junho 19 2005
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Doença venosa: do peso nas pernas à úlcera, passando por derrames e varizes



A úlcera da perna é a pior consequência da doença venosa. Antes de atingir esta fase, surge uma sensação de peso, cansaço e dor nos membros inferiores. Depois, é a vez das inestéticas varizes.



Urge dar atenção às manifestações de uma doença que afecta mais de 50% das portuguesas e recorrer ao tratamento ainda numa fase precoce. Descubra aqui tudo o que escondem as pernas cansadas.



Mais de 50% das mulheres sofrem de doença venosa



Complexos estéticos, tromboses venosas ou úlceras de perna são, apenas, três das consequências por se ignorar sintomas e umas veias em destaque nas pernas. Vulgarmente chamadas varizes, em situações extremas podem contribuir para a incapacidade de trabalhar e desenvolver tarefas domésticas.



As varizes são, no entanto, uma manifestação da doença venosa, uma patologia crónica, que consiste na perda da função das veias, isto é, a perda da capacidade de transportarem o sangue venoso, já usado, dos membros inferiores para o coração.



«Na década de 90 foi realizado um estudo sobre a prevalência da doença venosa, no qual se chegou à conclusão que cerca de um terço dos portugueses na idade adulta sofriam de doença venosa», avança o Dr. Serra Brandão, cirurgião vascular e director do IRV – Instituto de Recuperação Vascular.



«Segundo um inquérito feito a nível nacional pela Euroteste, em 2001, dois milhões de mulheres em idade adulta sofrem de doença venosa. Por outro lado, no estudo Detect do mesmo ano também se constatou que mais de metade não estavam a receber tratamento», acrescenta o cirurgião vascular.



E explica: «Apesar de terem os sintomas, não estavam a ser tratadas ou porque assumiam como facto consumado e nunca se queixaram ao médico, ou porque o próprio clínico não prestou a devida atenção.»



Apesar de existirem homens afectados pela doença venosa, eles são em menor número. Aliás, os dados já mencionados comprovam tal facto.



«As mulheres possuem mais factores de risco. Por exemplo, os homens não têm estrogénios e, por isso, não apresentam a sintomatologia específica da fase inicial da doença, em especial as dores», elucida Serra Brandão.



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Doença venosa: peso, cansaço e dor nas pernas



Se é verdade que as mulheres são mais afectadas pela doença venosa, são os homens que, geralmente, aparecem com complicações mais graves, como a úlcera da perna.



Isto porque a ausência de dor não os mobiliza a procurarem o especialista. Assim, deixam que a doença progrida e consultam um profissional quando as varizes são já muito volumosas ou já têm úlcera.



São as mulheres, pois, que são «brindadas» com os primeiros sintomas da doença venosa: sensação de peso, cansaço e dor nos membros inferiores.



«A manifestação dos sintomas iniciais pode ser, apenas, um sinal de alarme para uma pessoa que mais tarde virá a ter doença venosa», comenta Serra Brandão, salientando que «esse sinal de alarme é tão ou mais forte quando existem factores hereditários ou uma profissão de risco».



Constitui motivo de preocupação quando a sintomatologia inicial, após algum tempo, ou logo no início, tem associado o edema (inchaço), causado pela acumulação de sangue nos membros inferiores que, por sua vez, origina a tumefacção do pé e do tornozelo.



De acordo com o estudo Detect, 85% das mulheres que têm doença venosa apresentam também edema que, habitualmente, se encontra reduzido ou ausente ao levantar. Note-se que estas mulheres referiram ter muitas limitações nas tarefas laborais e domésticas.



«Se associado à sensação de peso, cansaço e dor, aparecer o edema é porque a doença já está declarada. Nessa altura, o doente deverá recorrer imediatamente a um cirurgião vascular», alerta o responsável pelo IRV, continuando:



«Geralmente, na primeira fase da doença, o médico de família ajuda a aliviar a sintomatologia, através da administração de flebotropos, medicamentos que actuam no tónus venoso, na drenagem linfática, havendo alguns que também actuam na microcirculação e melhoram as condições da circulação dos membros inferiores. Se os sintomas persistirem, o indivíduo deverá ser imediatamente enviado para um especialista para a doença não progredir.»


*


Doença venosa: e além do inchaço?



Por não serem sinais visíveis, as pessoas «deixam andar». Todavia, as consequências de se ignorar a sensação de peso, cansaço, dor e o inchaço podem ser desastrosas.



Numa fase posterior, surgem isolada ou concomitantemente telangiectasias. Mais conhecidos por «derrames», são pequenos capilares que aparecem na pele, geralmente na zona do tornozelo, perna ou coxa.



«Mais tarde, se o doente não se tratar, as telangiectasias começam a dilatar e o sangue fica estagnado. Surgem então cordões varicosos, chamados vulgarmente de varizes. Estas vão evoluindo desde um tamanho mais reduzido até àqueles grossos cordões que vêm desde a virilha até ao pé», indica Serra Brandão.



Se, mesmo assim, o doente continuar a não dar importância ao tratamento, o sangue estagnado na perna pode originar flebites, tromboses venosas profundas e impede a oxigenação dos tecidos, bem como a troca das substâncias que os alimentam.



Desta forma, esses tecidos entram em sofrimento e, consequentemente, a pele começa a sofrer alterações – torna-se mais escura e fina.



Nada agradável é o que poderá daí advir. Conforme diz o mesmo cirurgião vascular, «neste estádio da doença, surge o eczema e, com este, uma forte comichão.



Na fase seguinte, dá-se a abertura da úlcera de perna que, além do sofrimento e do tempo de cicatrização (entre seis meses a dois anos ou mais), provoca a incapacidade do doente».



É, pois, uma doença que quanto mais avançado for o estádio maior é a incapacidade a todos os níveis. Nos estádios mais evoluídos, o doente pode deixar de ter disposição para a convivência social e familiar, faltar ao emprego e reformar-se antecipadamente por invalidez.



Apesar de afectar indivíduos de todas as idades, obviamente, os grupos etários mais elevados, quando não tratados, têm a doença mais desenvolvida. Afinal, é uma patologia que se vai agravando com a idade, sendo que, normalmente, as pessoas mais novas apresentam estádios da doença em fases iniciais.


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Doença venosa: tratamentos, cuidados e vigilância



Para evitar todas estas consequências e melhorar a qualidade de vida, nada como travar o desenvolvimento da patologia.



«A doença venosa é complexa e mais complicada do que parece à primeira vista, pois é evolutiva e crónica», menciona Serra Brandão, prosseguindo:



«A doença propriamente dita e a sua causa nascem e morrem com o doente, mas existe um arsenal terapêutico e inúmeras medidas que impedem o sofrimento. Requer tratamento, cuidados e vigilância para toda a vida.»



Começando pela eliminação e redução dos factores de risco, na primeira linha, existem os medicamentos flebotropos, que aumentam a tonicidade da veia e conferem a elasticidade perdida. Por outro lado, melhoram as condições da microcirculação, evitando o inchaço e as alterações da pele e dos tecidos subjacentes, e evitam a ocorrência de flebites.



Nestes casos, pode, ainda, ser necessária a contenção elástica, através de meias ou collants com diversos graus de protecção e adequados a cada situação.



Relativamente ao tratamento medicamentoso, segundo Serra Brandão, «apesar de ser administrado praticamente para sempre, pode não ser contínuo, sobretudo nas épocas mais frias».



Quando a doença venosa se manifesta através dos derrames e das pequenas varizes, a opção será a escleroterapia (secagem), que consiste na injecção de um medicamento apropriado nos capilares. Estes são esclerosados e reabsorvidos pelo organismo.



Mediante a fase da doença, pode recorrer-se a diferentes métodos cirúrgicos. Nestas situações, é importante determinar o grau de desenvolvimento das varizes e o método mais indicado. O diagnóstico correcto e a confirmação se é ou não para operar é conseguido com o exame venoso ecodoppler a cor.



«Quando as varizes são detectadas nas fases iniciais, a intervenção cirúrgica poderá ser feita em regime ambulatório, com anestesia local ou com laser», observa o especialista, completando:



«Se as varizes estiverem bastante desenvolvidas, já não se pode operar em regime ambulatório nem utilizar o laser. O doente terá de ser internado, porque a intervenção terá de ser feita com anestesia geral. Se já existe úlcera de perna, a operação é mais complexa.»


*



Doença venosa: recuperação do doente após a cirurgia



«As pessoas que têm de ser submetidas a uma cirurgia não devem ficar à espera que as varizes aumentem, porque quanto mais cedo forem operadas mais simples é a intervenção», aconselha Serra Brandão.



De facto, são notórias as diferenças da recuperação dos doentes que receberam diferentes intervenções cirúrgicas.



Caso o acto cirúrgico tenha sido realizado em regime ambulatório com laser, o indivíduo pode ir trabalhar no dia seguinte. Se o método usado em ambulatório foi o clássico, apesar de ir logo para casa, o doente terá de ter entre 10 a 15 dias de inactividade para o trabalho. Já na intervenção feita com anestesia geral, a recuperação será mais demorada, cerca de um mês.



«Em qualquer das situações, os resultados são excelentes, desde que seja feita a cirurgia correcta e indicada a cada caso», refere o cirurgião vascular.



Contudo, «a causa da doença venosa continua a existir, portanto, deverá ser observado pelo especialista uma ou duas vezes por ano», acrescenta Serra Brandão.



E conclui: «Se o diagnóstico for correcto e a cirurgia a indicada, o doente não deverá ser operado uma segunda vez, mas é natural que tenha de tomar os medicamentos flebotropos com regularidade e, eventualmente, usar contenção elástica. Com o decorrer dos anos poderá, ainda, ter de fazer uma secagem de derrames e pequenas varizes que possam aparecer.»


*



Doença venosa: sofrimento inerente à estética



Para além de todas as consequências graves da doença venosa, não nos podemos alhear da própria estética.



Não é inegável. As varizes provocam igualmente o sofrimento inerente à estética.



Sobretudo as mulheres mais jovens, podem ficar com complexos. Podem, por exemplo, deixar de usar o vestuário que gostam e desejam ou não ir à praia para que os outros não vejam as manifestações desta patologia.



Mas os danos psicológicos são resolvidos se a doença for convenientemente tratada.


*



Doença venosa: factores de risco



A actividade profissional é um factor de risco bastante relevante. Porém, existem múltiplos factores. Eis os principais:


Obesidade;




Sedentarismo;




Uso de terapêuticas hormonais, quer anticoncepcionais orais (pílula), quer terapias hormonais de substituição (THS);




Gravidez;




O facto de se ser mulher, devido aos estrogénios;




Ficar muito tempo em ambientes quentes, pois o calor dilata as veias e agrava a doença venosa.


Exemplos de situações a evitar: excesso de calor solar, depilações com cera muito quente, tomar banhos demasiado quentes e prolongados;




Todas as profissões que requeiram esforços físicos ou que obriguem a permanecer muito tempo em pé.


Considera-se muito tempo quando se está mais de 50% da actividade laboral ou diária em pé.


Por exemplo, as funcionárias das lavandarias, as enfermeiras, as cozinheiras ou as assistentes de bordo, além de terem um trabalho forçado e praticamente sempre de pé, em princípio, também são donas de casa, pelo que quando chegam a casa vão continuar de pé a fazer as tarefas caseiras.


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Doença venosa: conselhos úteis



Se sofre de doença venosa e se a mesma se encontra num estádio inicial, anote alguns conselhos úteis. Servem também para quem não padece da dita ou para aqueles com predisposição genética!


É fundamental comer com sensatez e ter uma dieta rica em fibras;




Perder e/ou manter o peso corporal;




Andar a pé e praticar desportos benéficos para esta situação, como a natação, o ciclismo, a marcha, o golfe, o ballet e a ginástica rítmica;




Evitar vestir roupa apertada;




Usar calçado adequado – nem completamente raso, nem com saltos superiores a 5 cm;




Fazer um banho com água fria ou tépida e aplicar um gel tónico nas pernas, todos os dias;




Nas alturas de repouso, manter as pernas ligeiramente levantadas ou, pelo menos, esticadas em cima de um banco;




Nas situações em que a sintomatologia é mais evidente, poderá dormir com os pés mais elevados. Para o efeito, existem almofadas próprias;




Na praia, fraccionar os banhos solares com passeios à beira-mar, sobretudo, na zona da rebentação das ondas;




Não abusar do tabaco nem das bebidas alcoólicas.





publicado por Lumife às 00:50

Junho 16 2005
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NÃO se encontram hoje no PCP figuras que possam equiparar-se, pelo protagonismo histórico assumido e pelo simbolismo de que se revestiram as suas lideranças - no partido e no governo do país - , à importância cimeira de Álvaro Cunhal e de Vasco Gonçalves. Nem dirigentes capazes de ocuparem o vazio de afectividade e admiração que Cunhal e o «companheiro Vasco» deixam nos corações e no imaginário dos comunistas portugueses.



A vida de Álvaro Cunhal confunde-se com a vida do PCP. Militante ao longo de 74 dos 84 anos de existência do partido, líder efectivo e reconhecido durante mais de 50 anos, foi ele quem reorganizou o PCP no início da década de 40, foi ele quem traçou o seu rumo ideológico, foi ele quem escolheu e moldou o seu núcleo dirigente, foi ele quem conduziu a resistência do partido até ao 25 de Abril, quem dirigiu a frustrada tentativa de conquista do poder nos anos do PREC e quem promoveu a obrigatória readaptação do PCP aos condicionalismos da democracia política e parlamentar.



A sua liderança foi tão marcante que se sobrepôs e quase remeteu a uma nota de rodapé a de outros dirigentes históricos do PCP como Bento Gonçalves, Militão Ribeiro, José Gregório ou Carlos Rates. Foi tão impressiva que, na sucessão, apenas deixou espaço ao aparecimento de lideranças anódinas e apagadas como a de Carlos Carvalhas. Álvaro Cunhal era o PCP. Era o símbolo da luta sem tréguas nas décadas da clandestinidade em que o partido se construiu e afirmou, era o guia indiscutível nas décadas de liberdade em que esteve à beira do poder e viu esvair-se gradualmente o seu peso e influência.



Vasco Gonçalves, por seu lado, era um militar que só tardiamente, com o 25 de Abril, foi empurrado para a actividade política. Não tinha a dimensão histórica, intelectual ou política de Cunhal, mas o seu papel no MFA e as circunstâncias do processo revolucionário levaram-no a ser designado primeiro-ministro em pleno PREC. E a tornar-se uma peça fundamental na estratégia política do PCP nos anos de 1974 e 1975. Uma estratégia que o «companheiro Vasco» assumiria integralmente, nos seus discursos e na sua acção, ao longo dos quatro Governos provisórios que encabeçou.



Cunhal dirigiu o PCP ao longo de meio século e Vasco Gonçalves apenas chefiou o Governo do país durante pouco mais de um ano. Mas foi, para os comunistas portugueses, o ano de todas as expectativas e emoções, de todos os avanços e ilusões. Daí o lugar especial que viria a ocupar, ao lado de Cunhal, na memória colectiva do PCP.



O 25 de Novembro, as primeiras eleições democráticas e para a Presidência da República fecharam o conturbado ciclo revolucionário, colocaram um ponto final na tentativa do PCP para controlar totalitariamente o poder e ficaram a assinalar a derrota política de Vasco Gonçalves, já retirado do palco pela nova relação de forças entre os militares, e de Álvaro Cunhal.



Quinze anos depois, chegaria a segunda derrota política de ambos. Com a queda do muro de Berlim e o esboroamento do bloco soviético eram o próprio modelo de sociedade e a ideologia política personificada por estes dois homens que entravam em colapso.



Ao contrário do que então se verificou com outros partidos comunistas de toda a Europa, que também entraram em derrocada, se cindiram ou extinguiram, o PCP foi perdendo votos e importância política mas resistiu. E, ao invés de líderes como Santiago Carrillo ou George Marchais, que desapareceram de cena ou foram caindo no esquecimento, as figuras de Álvaro Cunhal e Vasco Gonçalves mantiveram-se na primeira linha das referências dos comunistas portugueses.



Duplamente derrotadas, em Portugal e no mundo, mas como os últimos e venerados moicanos de uma ortodoxia há muito desajustada no tempo. Quinze anos passados sobre o fim do mundo soviético, um acaso do destino uniu as suas mortes aproximadas por menos de 48 horas. Um destino comum que ambos partilharam desde o 25 de Abril.












15 Junho 2005


A Opinião de José António Lima - Expresso

publicado por Lumife às 01:23

Junho 12 2005
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Os ácaros são talvez os alergénios mais falados e conhecidos. Contudo, existem inúmeros alergénios domésticos capazes de provocar males maiores e menores. Um deles pode tornar-se um verdadeiro desgosto...



O pó existente no interior das habitações é um «ninho» de alergénios domésticos, pois é uma mistura heterogénea de derivados animais, vegetais, bacterianos, entre muitos outros. Assumem um certo protagonismo na feitura do «ninho» os ácaros, os pêlos de animais domésticos e os fungos.



Assim, para desgosto de miúdos e graúdos, pode não ser aconselhável adoptar um animal doméstico. Pois é, gatos, cães, coelhos, hámsteres, aves ornamentais, são amigos que podem ter especial destaque numa doença alérgica, pois disseminam por toda a casa pêlos, detritos de pele, urina e saliva.



«A seguir aos ácaros e aos pólenes, os pêlos de animais são a terceira causa de rinite, asma e eczema atópico», avança o Prof. Manuel Branco Ferreira, imunoalergologista no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, e professor da Faculdade de Medicina de Lisboa.



«O gato e o cão fundamentalmente, pois são os que estão dentro de casa. Os pássaros também podem dar quadros respiratórios anormais. Depois, existem casos pontuais de criadores de cães que têm alergia ao pêlo de cão, equitadores e jóqueis alérgicos ao pêlo do cavalo, ou veterinários com alergia ao pêlo da vaca», acrescenta o especialista.



Desta forma, se um indivíduo tiver uma rinite, por exemplo, a causa pode ser alergia aos ácaros, aos pólenes ou aos animais. As manifestações da rinite serão as mesmas, mas aquilo que as provoca é que não.



Para a infelicidade de muitos, o tratamento passa essencialmente por abdicar do companheiro de quatro patas...



Todavia, «as pessoas cuja subsistência depende dos animais têm de fazer vacinas, que possuem a própria substância à qual a pessoa é alérgica, para reeducar o organismo. Se houver inflamação, esta é tratada com medicamentos diferentes, consoante seja eczema, asma ou rinite», refere Manuel Branco Ferreira.



*


Animais previnem alergias



No entanto, existe uma teoria fundamentada que mostra uma «luz ao fundo do túnel». Se alguém que já é alérgico aos animais tem de os tirar de casa, o que devem fazer aqueles que ainda não são alérgicos aos animais? A esperança é precisamente a resposta a esta questão.



Por norma, os pais que esperam o primeiro filho e que têm animais, não raras vezes, antes do nascimento, ficam indecisos se devem ou não manter o animal em casa.



«Até há pouco tempo, o consenso das recomendações era que ter animais em casa propiciava o desenvolvimento de alergias. A lógica seria a mesma em relação aos bonecos de peluche, afinal, o animal é um peluche ambulante, que espalha pó e pêlos», diz o imunoalergologista.



«Mas, de acordo com estudos interessantes, talvez seja benéfico para os indivíduos que ainda não são alérgicos ter animais», acrescenta o especialista, especificando:



«Os primeiros estudos começaram em zonas rurais da Baviera (Alemanha) e vieram demonstrar que as pessoas que habitavam próximo de estábulos de animais de grande porte (vacas e cavalos) e que estavam em contacto com estes animais apresentavam diferenças estatisticamente significativas relativamente a pessoas que também viviam no campo, mas que não tinham estábulos por perto. Ou seja, as populações que viviam próximas dos estábulos estavam mais protegidas de doença alérgica em geral do que as pessoas que raramente contactavam com animais.»



Nas casas e até nos colchões das crianças que viviam perto dos estábulos demonstrou-se um nível mais elevado de sujidade e de contaminação bacteriana, o qual pode ajudar a prevenir o aparecimento de doenças alérgicas.



Neste seguimento, de acordo com Manuel Branco Ferreira, «alguns trabalhos consubstanciam que, em termos de prevenção primária da alergia respiratória, talvez possa ser útil ter um contacto precoce (início da infância) com alguns animais e com a sujidade e com as bactérias que esses animais transportam».



Convém, no entanto, salientar que a alergia ao pêlo dos animais não tem nada a ver com as bactérias que eles transportam.



«O que está em causa é o facto de uma criança mais exposta a estímulos bacterianos múltiplos ter menos tendência a desenvolver alergias, ou, dito de outra maneira, as bactérias transportadas pelos animais de companhia são benéficas ou até eventualmente preventivas da alergia aos animais, aos ácaros ou do processo alérgico em geral», esclarece o médico, salientando:



«Talvez não seja exactamente verdadeira aquela tendência de filhos de pais alérgicos não serem aconselhados a ter animais em casa. Se se tiver bichos desde o nascimento, esse facto talvez possa ser uma protecção. Mas se já se for alérgico, então não é aconselhável adquirir animais.»





(A responsabilidade editorial e científica desta informação é da Medicina e Saúde)


publicado por Lumife às 22:12

Junho 10 2005
B_EcaQueiros.jpg




"Sempre que no Parlamento se levanta a voz plangente dum

ministro, pedindo que cresça a bolsa do fisco e se cubra

de impostos a fazenda do pobre, para salvação económica da

pátria, há agitações, receios, temores, inquietações,

oposições terríveis, descontentamentos incuráveis. O povo

vê passar tudo, indiferente, e atende ao movimento da

nossa política, da nossa economia, da nossa instrução, com

a mesma sonolenta indiferença e estéril desleixo com que

atenderia à história que lhe contassem das guerras

exterminadoras duma antiga república perdida.


(...)


Temos um déficit de 5.000 contos. Esta é a negra, a

terrível, a assustadora verdade. Quem o promoveu? Quem o

criou? De que desperdícios incalculáveis se formou? Como

cresceu? Quem o alarga? É o governo? Foram estes homens

que combatem, foram aqueles que defendem, foram aqueles

que estão mudos? Não. Não foi ninguém. Foram as

necessidades, as incúrias consecutivas, os maus métodos

consolidados, a péssima administração de todos, o

desperdício de todos. Depois, as necessidades da vida

moderna, de terrível dispêndio para as nações. Como na

vida particular, cresceram as superfluidades, o vão luxo,

o aparato consumidor, mais precisões, mais gastos, a vida

internacional tornou-se tão cara que mais ou menos todas

as nações estão esfomeadas e magras. (...) O déficit

tornou-se um vício nacional, profundamente arraigado,

indissoluvelmente preso ao solo, como uma lepra

incurável."





Assinado,


Eça de Queiroz, 1867



publicado por Lumife às 00:17

Junho 06 2005
ch578.jpg





A posição oficial do governo sobre o assunto é que as medidas tomadas «na altura foram altamente necessárias para a estabilidade e desenvolvimento da China», que considera a manifestação como uma «rebelião contra-revolucionária». A manifestação provocou centenas de mortos e milhares de prisões e exílios.



Apesar de a situação a nível direitos humanos não ser «cor-de-rosa», como afirma um diplomata europeu, «os chineses vivem melhor que há dez anos». A Constituição foi alterada, passando o defender o «primado da Lei» e a incentivar a iniciativa privada.




(Fonte: TSF online)
publicado por Lumife às 03:40

Junho 02 2005
SimNao.jpg




A rotunda vitória do não francês ao referendo sobre o tratado da Constituição Europeia é explicado pelas más razões, mas isso não altera o essencial: a Europa vai ter de repensar profundamente o seu caminho para a união política e interrogar-se sobre se o melhor não será digerir calmamente o alargamento a 10 novos Estados membros, antes de se lançar em novas aventuras.



A taxa de desemprego de 10% está certamente na origem de grande parte do voto de protesto dos franceses - o que não deixa de ser irónico, porque os gauleses, sobretudo os seus agricultores, têm sido os mais beneficiados por uma política agrícola europeia anacrónica, injusta e desigual.



O voto de protesto dos franceses está também associado ao medo que a globalização provoca - e muito especialmente à entrada em força da China no mercado mundial, quer do lado da oferta de têxteis, quer do lado do aprovisionamento em larga escala das matérias-primas, o que está a fazer subir o seu preço em flecha.



Mas quaisquer que sejam as razões, o voto dos franceses - a que se deve seguir o voto negativo dos holandeses na quarta-feira - deixa claro que a Constituição Europeia está morta e enterrada.



Noutras ocasiões, em que outros países votaram negativamente alguns tratados europeus, a estratégia foi sempre a mesma por parte dos líderes europeus: desvalorizar o resultado e fazer um segundo referendo, que deu o resultado pretendido. Mas isso passou-se com pequenos países como a Irlanda ou Dinamarca. Agora, quem está em causa é a França, um dos dois motores da construção europeia, a par da Alemanha. Não é, pois, possível esperar que o mesmo aconteça em França, onde Jacques Chirac não tem qualquer margem de manobra para o fazer - e vai mesmo sacrificar o actual primeiro-ministro, Jean-Pierre Raffarin.



A questão essencial é que a França é o mais conservador dos países europeus. Os franceses não estão dispostos a perder nenhum dos seus privilégios. E num mundo em mudança, não é possível evitar que tal aconteça - mesmo que lhes passe pela cabeça que, se evitarem a mudança na Europa, travam a mudança mundial.



Quanto à Europa, os líderes europeus têm definitivamente de entender que não é possível construí-la nas costas e contra a vontade dos seus cidadãos. Talvez esta pausa que o não francês agora impõe seja um bom momento de reflexão - que dê origem, dentro de alguns anos, a um novo e decisivo impulso na construção europeia.




A Opinião de Nicolau Santos in Expresso



30 Maio 2005



*


A COLIGAÇÃO DESTRUTIVA


O voto «Não» no referendo francês, apesar de uma manifestação clara da vontade da maioria em não ratificar o Tratado Constitucional da Europa, não deixa de ser o resultado de uma coligação negativa. Entre os argumentos de trotsquistas e os de Le Pen; entre o que dizem os comunistas e o que apregoa Laurent Fabius não há qualquer semelhança, salvo que todos confluíram nesse rotundo «Não».



Porém, dos milhões que votaram «Não» apenas alguns, em meu entender, se podem considerar vencedores: Le Pen e a sua Front National. Na verdade, só a extrema-direita francesa tem consistência e solidez na sua argumentação anti-europeia. Porque é uma argumentação racista, chauvinista e totalitária, que recusa a entrada de outros países, a imigração, os direitos iguais para povos diferentes e o pluralismo étnico e religioso.



Os outros - aqueles que votaram «Não» por aspectos que se prendem com mais ou menos mercado, mais ou menos liberalismo, mais ou menos representação - podendo ter razão em inúmeros aspectos, acabaram por prestar um inestimável serviço aos anti-europeístas da extrema-direita. Ao contrário da segunda volta das presidenciais francesas, em que todos se uniram contra Le Pen, desta vez a extrema-esquerda e uma parte substancial (talvez metade) do eleitorado socialista aliou-se a Le Pen. Claro que os argumentos são diferentes, mesmo radicalmente opostos, mas o certo é que todas as ideias e actos têm consequências. E teme-se que uma das consequências deste referendo possa ter sido trazer o discurso chauvinista e racista de Le Pen para a área da respeitabilidade. Afinal, a maioria dos franceses votou a seu lado.



O referendo em França foi ganho, na verdade, por uma coligação destrutiva. Que nada tem a oferecer em comum, salvo uma rejeição.




A Opinião de Henrique Monteiro in Expresso



31 Maio 2005



publicado por Lumife às 03:50

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