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Junho 21 2009

 

 

 

Dermatite Atópica

Abir+imagem: dermatite.jpg A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, diz respeito a um distúrbio pruriginoso e inflamatório da pele que ocorre principalmente na infância, caracterizado por recaídas, remissões e evolução imprevisível. Afecta maioritariamente o sexo masculino.

A causa da seu aparecimento é desconhecida mas a hereditariedade parece ser o factor preponderante, aparecendo geralmente em crianças que têm doenças alérgicas, como asma, rinite alérgica ou febre dos fenos. Em alguns casos (cerca de 60%), a dermatite atopica surge nos primeiros meses de vida , sendo que em 90% dos casos ocorre antes dos 5 anos de idade.
Existem vários sinais e sintomas relacionados com esta patologia, sendo os principais as manifestações cutâneas e o prurido que por si só provocam um conjunto de lesões devidas ao “arranhar” constante. Desta forma, pode-se esperar escoriações diversas que podem levar ao aparecimento de vesículas, pápulas e placas. Este ciclo de comichão-coçar -erupção-comichão piora o problema permitindo a proliferação de bactérias e consequente infecção.

A Dermatite Atópica possui vários estágios que dependem do grau de inflamação da pele.

O estágio agudo pode incluir eritema e edema, com exsudação e formação de crostas, enquanto que a doença crónica se manifesta fundamentalmente através de pele seca (xerose) e descamativa. A dermatite atópica do lactente ou da primeira infância ocorre por volta dos 2-3 meses de idade, com episódios de prurido. Desenvolvem-se lesões vermelhas, exsudativas e com crostas na face (bochecha), couro cabeludo e membros. Em casos mais graves pode haver generalização da doença.
A dermatite atópica da criança ou da segunda infância ocorre em crianças entre os 2-12 anos de idade. Nesta faixa etária, as zonas caracteristicamente envolvidas são as superfícies de flexão dos membros (os punhos e tornozelos).
Nos adolescentes e adultos as zonas mais atingidas são as mãos, pés e face (sobretudo à volta dos olhos).

Factores agravantes da Dermatite Atópica!


A dermatite atópica pode piorar quando há exposição aos aero-alergenos tais como o pólen, pó e ácaros. A utilização de detergentes pode também exacerbar o problema. Certas roupas e alimentos têm sido relacionados com a dermatite atópica. Torna-se também importante avaliar a implicação de factores emocionais (stress), que podem levar ao desencadear ou agravamento da patologia. O uso de perfumes, soluções antissépticas e ambientais com vapores agressivos também devem ser evitados.

A identificação e tratamento precoce da dermatite atópica são importantes para reduzir as lesões e sintomas, prevenir as recaídas e modificar o curso natural da doença...

Actualmente não existem testes laboratoriais específicos para diagnosticar esta patologia, sendo a detecção clínica baseada em características típicas desta doença. O diagnóstico é feito em função da idade do doente, morfologia e topografia características, prurido, história familiar ou pessoal de atopia (doenças alérgicas) e curso crónico ou recorrente.


Como tratar a Dermatite Atópica?



O tratamento é principalmente sintomático, tendo que ser adaptado à situação específica do doente. O principal cuidado com uma pele atópica é diminuir a secura cutânea e o prurido de modo a não se agravar o estado inicial da doença.

São de extrema importância as medidas não farmacológicas no controlo e prevenção da dermatite atópica, sendo que entre elas podemos referir:

-as unhas devem ser mantidas curtas (sobretudo em crianças) para evitar escoriações e sobre-infecções;
-remoção dos irritantes ambientais, alcatifas, roupas de lã, cobertores, detergentes e animais domésticos;
-embora não se tenha estabelecido uma relação causal com qualquer alimento, como medida geral podem ser evitados os ovos, frango, leite de vaca, produtos com corantes e conservantes;
-evitar pó, pólen, fungos e ácaros, que desencadeiam e agravam o problema.
-banhos pouco frequentes e pouco demorados, com água morna e secagem sem fricção;
-utilizar cremes emolientes no banho e após o banho, várias vezes ao dia, de modo a restabelecer a barreira cutânea;
-evitar no vestuário fibras, nylon e materiais rugosos;
-evitar exposição solar excessiva e usar protectores solares adequados de modo a prevenir queimaduras.

Relativamente ao tratamento farmacológico, os cremes ou unguentos com corticosteróides tornam-se muito úteis na fase aguda da dermatite atópica. No entanto, é importante referir que o uso deste tipo de fármacos não pode ser prolongado, devido aos seus efeitos secundários. Neste sentido, deve-se suspender o tratamento mal as lesões tenham desaparecido Medicamentos tópicos com alcatrão (apresenta propriedades anti-inflamatórias e anti-pruriginosas) também constituem uma alternativa nas formas agudas e subagudas, aplicados em banhos, cremes e loções.
Muitas vezes recorre-se ao uso de anti-histamínicos orais, devido ao seu efeito sedativo, importante na diminuição do prurido nocturno. Contudo, anti-histamínicos tópicos não são indicados uma vez que podem provocar irritação cutânea levando a uma exacerbação do problema.

Se tem um filho com dermatite atópica saiba que a adopção de estilos de vida adequados e a aplicação de emolientes diários, logo após o banho, são eficazes no tratamento e na redução das crises. Mas não se esqueça que cada criança com dermatite atópica é um caso e que os tratamentos devem ser individualizados e orientados.


(Farmácia Alvim)

 

publicado por Lumife às 16:49

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