SABIA QUE...?

Janeiro 07 2005
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Banco de Portugal reviu em baixa previsões para a economia em 2005


Bagão Félix admite crescimento abaixo dos 2,4 por cento




O ministro das Finanças admitiu hoje que a economia portuguesa poderá crescer este ano abaixo dos 2,4 por cento previstos pelo Governo, depois do Banco de Portugal ter revisto em baixa as suas estimativas para 2005.



Bagão Félix, que falava aos jornalistas após uma reunião com o primeiro-ministro e o governador do Banco de Portugal, disse que o crescimento do Produto Interno Bruto "poderá ser inferior aos 2,4 por cento" previstos na proposta de Orçamento para 2005.



O Banco de Portugal reviu hoje em baixa a previsão de crescimento do produto interno bruto (PIB) português este ano para 1,6 por cento e admitiu que o ritmo de crescimento possa mesmo ser inferior a este valor.



No Boletim Económico de Dezembro, hoje divulgado, o banco central, que em Junho de 2004 esperava um crescimento de 1,75 por cento para 2005, reviu em baixa o ritmo de expansão para este ano e admite uma probabilidade de 60 por cento de o valor final ser inferior aos 1,6 por cento agora estimados.



Confrontado com a disparidade de números, o ministro das Finanças afirmou que quando o Governo apresentou, em Outubro, o Orçamento de Estado para 2005, a sua previsão de crescimento “não andava longe da das organizações internacionais”.



Apesar do pessimismo dos números, Bagão Félix considera possível fazer a consolidação orçamental, reduzindo o défice para um nível inferior a 3 por cento do PIB em dois ou três anos.



Segundo os cálculos do governante, "uma redução de 1,5 por cento do lado da despesa e um aumento de 1,5 por cento em ganhos de eficiência fiscal" permitem contas públicas mais saudáveis em dois ou três anos.



Na reunião em que apresentou o boletim económico, Vítor Constâncio sustentou que "chegou a hora da verdade para a redução do défice orçamental". O economista acredita que é possível Portugal manter os seus compromissos internacionais, mas face à revisão em baixa do crescimento, o país será obrigado a novas medidas extraordinárias.



Numa primeira reacção aos números hoje divulgados, o secretário-geral do PS diz tratar-se de “uma péssima notícia para Portugal que o crescimento seja de 1,6 e não de 2,4 por cento”.



José Sócrates afirma que esta revisão em baixa "põe em causa todos os fundamentos" da política económica do Governo PSD/CDS-PP e coloca Portugal perante “o risco de uma estagnação económica.



O ministro diz que em Outubro a previsão de crescimento feita pelo Governo "não andava longe da das organizações internacionais"



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(In Publico)


publicado por Lumife às 01:02

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