SABIA QUE...?

Julho 07 2005
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Prevenir as infecções respiratórias, sobretudo nos grupos de risco, evita situações mais complicadas, que podem ter consequências graves. A vacinação anti-pneumocócica, anti-gripal e a imunoestimulação são medidas de prevenção a tomar na altura devida.



Lisboa, 28 de Junho – “O século XXI vai ser o século dos vírus”, considera Fontes Baganha, Professor da Faculdade de Medicina de Coimbra e director do departamento de Ciências Pneumológicas e Alergológicas dos HUC, lembrando que isto implica que, periodicamente, uma especialidade como a pneumologia, tenha que se actualizar “não só acerca de novos germes mas também de outros que se julgavam relativamente dominados e que reapareceram de uma forma assustadora, como é o caso da tuberculose”.



Este foi o motivo que levou dezenas de especialistas a reunirem-se na XXIX Jornadas de Pneumologia, em Coimbra, para “revisitar a problemática das infecções respiratórias”.



A tuberculose pulmonar, por exemplo, “é um assunto que nos preocupa muito em Portugal e que merece uma análise quase constante”. A pneumonia da comunidade foi outro dos assuntos em debate: a mortalidade relacionada com a pneumonia tem vindo a aumentar no nosso país, atingindo sobretudo os idosos.



A relação entre infecções respiratórias e a asma também foi discutida: “as infecções agravam os casos de asma”. No asmático crónico, acrescenta o especialista, “as agudizações estão muitas vezes relacionadas com infecções intercorrentes”. Por isso, é importante que “quem lida com estas situações tenha o conhecimento correcto da intervenção que deve fazer no tratamento da crise numa perspectiva também da infecção”.



Assim, é importante prevenir a ocorrência de infecções respiratórias nestes doentes. “Os grupos de risco devem, na devida altura, ser vacinados”, defende Fontes Baganha, explicando que “dispomos hoje de vacinas contra a pneumonia (induzida pelo pneumococo), vacinas antigripais e de medicação estimulante sob ponto de vista das defesas imunológicas, que tem interesse não só nos indivíduos de risco como também na população em geral”.



Um estudo internacional demonstrou, neste contexto, que as infecções respiratórias nas crianças podem ser reduzidas para metade com o recurso a imunoestimulantes com extractos bacterianos liofilizados. Este dado é especialmente relevante se tivermos em conta que as crianças entram cada vez mais cedo para os infantários, estando assim mais expostas a estas situações.



“Quanto mais precocemente surgirem as infecções pior porque a criança não tem o aparelho respiratório totalmente desenvolvido. Isso só acontece por volta dos 12 anos, pelo que todas essas situações de infecções e inflamações, sobretudo das áreas mais terminais das vias respiratórias, pode comprometê-las na idade adulta”, defende o pneumologista.



No que diz respeito às alergias e à asma nas crianças, há quatro factores a destacar: “o tipo de alimentação, os factores ambientais, que são cada vez mais agressivos, o desenvolvimento de fenómenos imunológicos do organismo e o uso indiscriminado de antibióticos”, enumera Fontes Baganha, defendendo que “as crianças podem e devem ser incluídas no grupo que beneficia da imunoestimulação, sobretudo se elas têm uma base atópica, que está na base da eclosão de fenómenos asmáticos”.






publicado por Lumife às 17:37

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