SABIA QUE...?

Maio 23 2005
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Pela segunda vez, em menos quatro anos, somos confrontados com o facto de a situação orçamental ser pior do que a prevista. Em 2002, Durão Barroso fez o célebre discurso da «tanga» e com isso eximiu-se a cumprir a sua principal promessa eleitoral - baixar os impostos. Em 2005, embora o Governo guarde um prudente silêncio, já se sabe - basta interpretar as palavras do Governador do Banco de Portugal - que se prepara igualmente para inflectir algumas das promessas feitas.



De situações como estas podemos retirar duas hipóteses, ambas bastante tristes: ou os Governos desconhecem totalmente a realidade quando fazem os seus programas, ou conhecem-na, mas omitem-na de forma a poderem fazer promessas sugestivas (baixar os impostos, ou aumentar prestações sociais, por exemplo).



Se o caso é o primeiro, diremos que é absolutamente anormal que um partido que a todo o momento pode ser Governo, como é o caso do PS ou do PSD, não saiba o que se passa quanto em matéria de contas do Estado. E, se os estados-maiores não sabem, imagine-se o que saberá um cidadão eleitor, por muito esclarecido que queira estar.



Se o caso é o segundo, estamos perante uma mistificação inaceitável que não merece contemplações. A omissão da real situação de forma a fazer propostas mais atractivas, que já se sabe não poderem ser cumpridas, equivale a uma traição ao eleitorado.



Seja um caso ou outro é urgente e necessário criar mecanismos que assegurem transparência orçamental. Para que o desconhecimento não possa ser evocado e, mais do que isso, não possa sequer ser verdadeiro.






(A Opinião de Henrique Monteiro in Expresso)


publicado por Lumife às 23:24

E cá estamos nós preparados para sofrer! Irra!Carlos Tavares
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Anónimo a 24 de Maio de 2005 às 11:27

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