SABIA QUE...?

Junho 16 2009

 

 

Malária

Saiba mais sobre a doença que infecta, todos os anos, mais de 500 milhões de pessoas, incluindo crianças.

A malária é causada por parasitas da espécie Plasmodium, que são transmitidos pelas picadas de mosquitos infectados. Há quatro tipos de malária humana (Plasmodium Falciparum, P.vivax, P.malariae, e P.ovale) e o tipo P.falciparum é o mais mortal. No corpo humano, os parasitas multiplicam-se no fígado e infectam os glóbulos vermelhos das células.

Os primeiros sintomas da malária são febre, dores de cabeça, arrepios e vómitos que surgem, em regra, 10 a 15 dias após a infecção. Se não for tratada a tempo, a malária pode levar à morte, já que o fornecimento de sangue aos órgãos vitais é interrompido.

A transmissão da malária depende de factores locais, como os padrões de pluviosidade, a proximidade dos locais de procriação do mosquito e das espécies de mosquitos, daí haver as chamadas zonas endémicas (com vários casos por ano) e as «estações da malária», quando chove mais.

 

A Malária afecta 40% da população mundial. Apesar de ser prevenível e curável, a malária mata uma criança em cada 30 segundos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Cerca de 40% da população fica infectada com malária, sobretudo nos países mais pobres, onde os recursos para o tratamento e o acesso aos cuidados de saúde são limitados.

Todos os anos, a doença afecta mais de 500 milhões de pessoas e provoca a morte de mais de um milhão, atingindo sobretudo as populações da África Subsariana, mas também a Ásia, a América Latina, o Médio Oriente e algumas zonas da Europa.

 

A ONG Médicos do Mundo tem o Projecto Integrado para o Controlo da Malária na Região de Chókwè, em Moçambique, enquanto parceira do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (Lisboa).

O objectivo é «ajudar a reduzir o impacto da doença (morbilidade e mortalidade), através do aumento dos conhecimentos da população local sobre a malária e do reforço das acções dos serviços e profissionais de saúde locais e regionais», de acordo com a ONG.

Os portugueses que quiserem ajudar podem contactar a ONG Médicos do Mundo, através do
site ou do telefone 21 361 95 22.

 

publicado por Lumife às 13:51

Junho 09 2009

Miguel Srougi é um urologista super bem conceituado de São Paulo

 

 
 
UROLOGISTA MIGUEL SROUGI (entrevista)

O médico Miguel Srougi, 60 anos,  considerado o número 1 do Brasil em Cirurgias de câncer de próstata, pós-graduado pela Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos, 35 anos de carreira, leciona na Faculdade de Medicina. Srougi tem a simplicidade daqueles que muito sabem, pouco ostentam e continuam lutando.  Nesta entrevista, o maior especialista em câncer de próstata do país afirma que "todo homem nasce programado para ter a doença" e que, se viver até os 100 anos, inevitavelmente vai contraí-la.
Fala ainda sobre medos, fantasmas masculinos, impotência, novos tratamentos e seus sonhos pessoais.
E conta por que trocou o Hospital Sírio-Libanês pelo Oswaldo Cruz depois de 30 anos.
A seguir, os principais trechos.

ASSOMBROS MASCULINOS
Os homens têm uma certa sensação de invulnerabilidade - isso faz parte da cabeça deles.
Passam boa parte da sua vida livre de todos os incômodos que a mulher tem, fazendo com que relaxem mais com a sua saúde.
Com o passar dos anos, começam a perceber a sua vulnerabilidade e passam a dar um pouco mais de valor aos cuidados médicos. O que mais os atemoriza hoje?
 Problemas com a próstata, disfunções sexuais e a decadência física, que mexe muito com a cabeça das mulheres, mas também com a deles. As mulheres pautam muito a vida em função da beleza e os homens, da força, da virilidade, da capacidade de agir, raciocinar. E na hora em que surgem falhas nessas áreas, ele percebe que, talvez, não seja aquele ser imortal que achava que fosse.

ENVELHECIMENTO
Há dois profundos temores hoje nos homens:
O primeiro é o crescimento benigno da próstata, um fenômeno que ocorre em praticamente todos eles: ela aumenta de tamanho depois dos 40 anos e, dessa forma, o canal da uretra fica ocluído. Isso faz com que o homem comece a urinar sucessivas vezes, tem de levantar à noite, prejudica o sono, acorda mal, pode ter descontroles de urina. O crescimento benigno é quase inexorável: todos os homens vão ter em maior ou menor grau – felizmente, apenas um terço, 30%, tem sintomas mais significativos que exigem apoio médico.
Nesses casos, há medicações que desobstruem parcialmente a uretra e fazem o indivíduo urinar e viver melhor; apenas de 4% a 5% dos homens têm de fazer uma cirurgia para desobstruir a uretra por causa desse crescimento benigno. Essa é uma cirurgia, que se faz com segurança e sem os inconvenientes de uma cirurgia maior nos casos de câncer. Ela remove apenas o fator obstrutivo, o homem passa a viver melhor e sem nenhuma seqüela. Esse crescimento não tem causa conhecida, surge por um desequilíbrio hormonal no homem maduro, ou seja, as células da próstata passam a se proliferar em decorrência dos hormônios. Não tem como prevenir.
Existem algumas medidas, mas nenhuma consistente.

OBESOS E FUMANTES
Eles são menos operados da próstata, mas não porque ela não cresce, mas pelo receio dos médicos de operá-los porque complicam mais e também porque muitas vezes não vivem o suficiente para ser operados - morrem antes. É uma realidade perversa.

REALIDADE NUA E CRUA
O câncer na próstata adquire maior relevância porque tem uma grande prevalência: 18% dos homens - um em cada seis - manifestarão a doença. E também porque o tumor, que ocorre com muita freqüência dentro da próstata, é eliminado com sucesso em 80%, 90% dos homens. Se esse tumor não é identificado no momento certo e se expande, saindo para fora da próstata, as chances de cura caem para 30%. É um tumor muito comum e se for detectado a tempo, tem como resgatar esse paciente. Dos 18%, somente 3% morrem - a medicina consegue curar 15% dos homens, ou seja, a maioria.
Mas vale dizer que todo homem nasce programado para ter câncer de próstata. Ou seja, nós temos, nas nossas células, genes que as estimulam a virar cancerosas e eles ficam bloqueados durante a nossa existência. Quando o indivíduo envelhece, esses mecanismos de bloqueio deixam de exercer o seu papel e o câncer começa a se manifestar. Com isso vai aumentando a freqüência da doença e todo homem que chegar aos 100 anos vai ter câncer de próstata.

SEM FANTASIA
O exame de toque - um dos meios de se detectar a doença - gera na cabeça dos homens fantasias negativas e receios, mas, na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto é que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem o medo. Leva três ou quatro segundos e não dói. Então, um dos fatores de resistência é eliminado. Existe um segundo sentimento, que é muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doença for descoberta. O homem tem pavor disso porque, de acordo com todas as idéias evolucionistas, só vão sobreviver aqueles que forem fortes. É comum você descobrir um câncer no indivíduo, e ele entrar em pânico, não pela doença, mas
porque as pessoas vão descobri-la. Porque o câncer é muito relacionado com morte, decadência física, perda da independência, dependência dos outros. O homem não aceita essa idéia, e prefere fechar os olhos e enfiar a cabeça debaixo da terra a enfrentar, mostrando para o mundo e às pessoas que ele é um ser mais fraco.
Isso vai afetar a imagem dele, acha que vai perder poder sobre outras pessoas, porque ninguém obedece a um fraco, alguém que vai morrer. Isso vai contra a idéia que temos de ser mais fortes para sobreviver.

A PERFORMANCE DO ROBÔ
Estamos fazendo cirurgias com robô, que permite uma visão muito mais precisa do campo cirúrgico, elimina os tremores da mão do cirurgião, permite incisões pequenas, uma operação muito mais perfeita porque os movimentos dele são muito suaves. Isso é muito novo no Brasil. Fiz o primeiro caso há dois meses, no Sírio-Libanês. E agora, o Albert Einstein tem e o Oswaldo Cruz está adquirindo.
Nos Estados Unidos se faz cirurgia robótica em larga escala. Lá, o robô ganha em performance do cirurgião médio, mas ele ainda perde do habilitado. Tenho mais de 2.900 pacientes operados de câncer de próstata pessoalmente. Eu sou o terceiro cirurgião do mundo nesse quesito - só perco para dois americanos e eles estão parando de trabalhar. Apesar de ter essa grande experiência, quando comecei a operar, 35% ficavam com incontinência urinária grave. Agora são só 3%. Impotentes, todos também ficavam. Hoje, se o homem tem menos de 55 anos, a incidência é de 20%  - antes era 100%. Há também enxertos de nervos, porque a impotência se deve à remoção de dois nervos que passam perto da próstata, e nós estamos fazendo esse enxerto quando somos obrigados a retirá-los nos casos em que o tumor fica grudado. Entre os pacientes que fizeram os enxertos, metade voltou a ter ereções com o tempo.

IMPOTÊNCIA, O QUE FAZER?
Esses novos remédios para tratar a disfunção sexual contornam 1/3 da impotência, tanto após a cirurgia quanto depois da radioterapia. Se os comprimidos não atuarem, existem injeções. Há ainda próteses penianas que são muito desenvolvidas e produzem uma ereção que quase não tem nenhuma diferença em relação à normal.
Isso permite que o homem reassuma a vida sexual plenamente e que as mulheres tenham muita satisfação. Os homens ficam extremamente felizes - são hastes colocadas dentro do pênis. Não fica marca, nem cicatriz. Nos Estados Unidos, entrevistaram as mulheres sobre os homens que tinham prótese e as respostas foram positivas. Ela funciona muito bem.

ENTRE A VIDA E A MORTE
Minha vida é complexa porque eu ando um caminho muito estreito que, de um lado tem a morte e, de outro, a vida. E as minhas ações podem, com uma certa freqüência, resgatar alguém para a vida. Trilhar esse caminho é muito difícil porque, quando você se identifica com o paciente, compreende o sofrimento humano, isso cria um estado de impotência que lhe faz sofrer.
Mas, por outro lado, traz momentos de alegria incontida, principalmente quando você resgata um ser para a vida, que não tem nada parecido.

ESCUTANDO MAIS, OUVINDO MENOS
Se eu listar uma série de qualidades, como, por exemplo, humildade, conhecimento técnico, dedicação ao doente, presença, coerência, sentido humanístico, desprendimento material e comunicação e perguntar qual é melhor, só tem uma resposta: comunicação.
Todas as outras são importantes. O médico precisa ser humano, ter desprendimento material. A relação médico-doente não é tipo supermercado, que você dá e recebe, é algo muito superior. Ele precisa ter conhecimento técnico, precisa estar presente, gerar esperança, mas ele tem de se comunicar. É comunicação superior, não apenas saber falar. É tão significativo que explica por que há médicos brilhantes aqui no Hospital das Clínicas que conhecem tudo, e não conseguem atender a um doente porque falam bobagem na hora de se expressar. São inibidos, tímidos, não sabem dar para o doente o substrato humanístico. Ele lista 450 tabelas de  números e cálculos e não sabe o que se passa pelo seu coração.
Isso explica também porque tem tanto charlatão por aí - médicos mal-intencionados e não-médicos - que conseguem atender a muitos pacientes.
Eles têm a comunicação. Comunicação envolve inicialmente gerar empatia no doente. É errado cumprimentar um doente e falar "como vai?".
Você deve cumprimentar alguém que está com uma doença grave e falar "eu lamento que você esteja nessa situação, imagino o que está sentindo".
Saber ouvir, que é diferente de escutar. A hora que você passa a ouvir, entende quais as apreensões que ele tem, elimina um pouco do sentimento de culpa, entende por que está lhe procurando e conquista a confiança. É preciso ser coerente e falar com realismo. É ilusão achar que se engana as pessoas. Falar numa dimensão maior significa gerar esperança, estimular a espiritualidade, porque um dos maiores medos é morrer e não saber o que vai acontecer depois; explicar o que vai ser a evolução dele. Também assegurar presença - ele não será abandonado.

O PAPEL DAS MULHERES
Os homens são resistentes: eles relutam muito em ir ao médico fazer um exame de próstata e só vão quando a mulher os empurra: dois terços dos pacientes no consultório de Miguel Srougi são trazidos por elas.
"Ligam para marcar a consulta, os acompanham. A gente não vê mulheres jovens trazendo homens jovens para fazer exames. A gente vê mulheres maduras.
Claro que o jovem não está na faixa de risco. Mas existe um outro significado da importância da mulher.
Primeiro, que ela é pragmática e incentiva o marido."
Mas, por que ela quer isso?
"Porque quem ficou vivendo bem 30 anos e conseguiu superar todos os embates da vida conjugal é um casal que o tempo consolidou. E aí a mulher tem um sentido de preservação da família muito mais forte que o do homem. Passadas as tempestades e oscilações do relacionamento, ela não quer que o marido morra. É real. Toda vez que tenho um paciente e ofereço dois tratamentos: um que aumente a existência dele, mas vai, por exemplo, causar alguma deficiência na área sexual. E ofereço um outro tratamento, que cura menos, mas preserva melhor a parte sexual, o homem balança na decisão. A mulher nunca hesita. Ela prefere aquele que aumenta a existência, mesmo ocorrendo o risco de comprometer a vida sexual dele e do casal. Poucas vezes vi uma mulher aconselhar um tratamento que dê menos chance de vida e aumente a possibilidade de ele ficar potente. Dá para contar nos dedos. Ela quer o companheiro, quer preservar aquela pirâmide que foi construída, que é rica. O ser humano precisa ter alguma esperança, nem que sejam vislumbres.

GERADO ESPERANÇAS
Os médicos americanos acham que são fantásticos e verdadeiros quando dizem que não tem jeito o seu caso, mas isso é não conhecer a natureza humana. É preciso mostrar que ele tem alguma chance, sim.

SOFRIMENTOS E PRIVILÉGIOS
Eu me envolvo muito com meus pacientes. Sofro muito. E esse sofrimento é um dos fatores do sucesso da minha carreira, de 35 anos. Nesse sofrimento eu acabo me entregando mais e mais aos doentes. Isso é ruim, porque não tenho vida pessoal, minha vida familiar é feita nos intervalos.
Felizmente, os momentos bons prevalecem sobre os ruins. É por isso que eu sobrevivo. Um doente que coloca a cabeça no meu ombro e agradece por ter feito algo por ele, ou deixa correr uma lágrima na minha frente, me faz deletar, superar aqueles momentos em que me senti totalmente impotente.
Uma das coisas importantes é o médico saber e demonstrar que a medicina não é infalível e ele não se sentir onipotente. O urologista tem um privilégio. O oncologista mexe com câncer avançado, já no fim do caminho - eu lido com o inicial e eu consigo salvar muita gente. É um privilégio para mim.

MEDO DA SEPARAÇÃO
Nós não queremos morrer. Primeiro, pela incerteza do porvir. segundo, porque a morte implica extinção e o ser humano não aceita a aniquilação. A nossa cabeça nasceu para ser imortal. A morte está relacionada com dor, sofrimento, à decadência física, à desfiguração, à perda do papel social, desamparo da família, perdas dos prazeres materiais, da independência. Mas a causa verdadeira é o nosso horror de nos separar das pessoas que amamos. Bem material não deixa ninguém feliz. Há tanta gente rica se suicidando, tomando droga para sair da realidade. Os médicos não compreendem isso. Se as pessoas têm medo de se afastar das pessoas do seu entorno, você precisa tratar o entorno também. Não é o médico que apóia o doente nas fases difíceis - é a família. Eles reagem raivosamente contra a família, querem afastá-la do processo, sem perceber que um doente só vai ter paz, tendo a morte pela frente ou não, se a família estiver ao lado.

VIVENDO NOS LIMITES
Eu sou católico, não praticante, acredito em alguma coisa depois da vida e isso me dá muita paz. Eu continuo numa luta incessante. Vivo nos limites. Nos limites do sofrimento, porque estou do lado das pessoas que sofrem. Nos limites das minhas energias, porque começo a trabalhar às 7 da manhã e vou até as 10 da noite. Trabalho na faculdade de Medicina. Tenho várias razões existenciais, uma delas é a faculdade. Aqui é a única forma de deixar marcas e mostrar que a minha passagem pela Terra não foi em vão. Aqui você planta as coisas. Cada aluno que receber esses conhecimentos, vai multiplicar o feito. Em vez de ajudar 20 pessoas que ajudo num mês, para cada aluno que eu fizer isso, serão 40, 60, 80, 320...
Se eu saísse da faculdade, não iria agüentar essa carga toda de emoções, sentimentos, morte e vida. Aqui a gente conhece o que é o ser humano. Lá fora as pessoas estão todas maquiadas.

REABASTECENDO ENERGIAS
Eu simplesmente acabei com a minha vida pessoal, os meus grandes amigos mal vejo. O meu melhor amigo médico, o oncologista Sergio Simon, não encontro há quase três anos. Sábado à noite vou para uma casa de campo que tenho e fico 24 horas ouvindo música, fazendo minhas leituras, pesquisas, um pouco no computador. E controlo muito bem a alimentação, o sono e a atividade física para poder agüentar. Faço ginástica de quatro a cinco vezes por semana, tenho uma alimentação equilibrada e durmo bem.
Deixo de sair com os amigos para dormir. Não gosto de dormir, mas preciso me recompor.

A SAÍDA DO SÍRIO-LIBANÊS
Os verdadeiros templos na Terra são os hospitais - não as igrejas. Nas igrejas tem muito ouro, riqueza. Aqui não, você conhece o sofrimento, o valor da existência humana. Os orgulhosos e os soberbos ficam humildes, ricos e pobres são iguais; os ruins, os autoritários e os maldosos se tornam condescendentes: eles ficam despidos, tiram a máscara; é aqui que você conhece o que é viver, que resgata para a vida, não em uma igreja qualquer,que o sujeito entra lá, reza dez minutos e sai. Ele pode até sarar, cicatrizar a sua alma. Mas aqui nós curamos a alma e o corpo. Esse é o verdadeiro templo, onde o ouro é a vida. Você entende o impacto que a desigualdade social tem sobre o ser humano, a pobreza, a falta de instrução causa doenças. Depois de 30 anos no Sirio-Libanês, eu mudei para o Oswaldo Cruz. Achar que eu vou ter novas salas, três enfermeiras a mais, é brutalizar o que passou pela minha cabeça. Mudei porque não estava vendo esse lugar como um templo. Eu vivo intensamente, por isso tenho esses sentimentos.

NAS ASAS DA LIBERDADE
Você só é livre quando tem boa saúde. Ninguém fala isso. Dar saúde para uma pessoa é um pré-requisito para ela ser livre. Nesse templo, que é o hospital, nós tornamos as pessoas livres.

UM POUCO DE FILOSOFIA
A melhor forma de se transmitir as virtudes é pelo exemplo, pela coerência. Certa vez perguntaram para Sócrates como a virtude poderia ser transmitida - se pelas palavras ou conquistada pela prática. ele não soube responder. Então, Aristóteles, depois de uns anos, respondeu:
"A virtude só pode ser transmitida pela prática e por meio do exemplo".
Aqui, eu posso tentar ser o exemplo. Mudando o cotidiano das pessoas, transformando a sociedade e construindo um novo mundo.

CINCO MEDIDAS PREVENTIVAS
Segundo Miguel Srougi, a prevenção ao câncer de próstata é feita de forma um pouco precária, porque não existem soluções para impedi-lo. Na prática, há o licopeno, que é o pigmento que dá cor ao tomate, à melancia e à goiaba vermelha. "Talvez diminua em 30% a  chance, mas esse dado é controvertido, por causa disso a gente incentiva os homens a comerem muito tomate, só que deve ser ingerido pós-fervura, ou seja, precisa ser molho de tomate. Não pode ser seco ou cru." A vitamina E também reduz teoricamente os riscos em 30%, 40%. Mas, se for ingerida em grandes quantidades, produz problemas cardiovasculares. Na verdade, se o homem quiser se proteger, deve tomar uma cápsula de vitamina E por dia. Acima disso, não é recomendável.
O terceiro elemento é o Selenio, um mineral que existe na natureza e é importante para manter a estabilidade das células, impedindo que elas se degenerem, que é encontrado em grande quantidade na castanha-do-Pará.
"Qualquer homem pode ingerir em cápsulas, mas se ele comer duas castanhas por dia, recebe uma certa proteção", diz o especialista. Uma quarta medida é comer peixe, três porções por semana - rico em ômega 3 e tem uma ação anticancerígena provável. E, uma quinta, tomar sol. "O homem que toma muito sol sintetiza na pele vitamina D, que tem forte ação anticancerígena. É por isso que os homens da Califórnia desenvolvem muito menos a doença do que os de Boston", afirma Srougi.

PACIENTES ILUSTRES
Trato todos os meus pacientes de forma igual. Se começo a tratar os mais importantes de um jeito diferente, eles dão mais trabalho. Se tratar igual, não. Até se sentem melhor com isso.

PODER vs TRANSFORMAÇÃO
O poder é a única forma de passar pela existência deixando marcas. Só com ele você consegue fazer isso. E nenhum de nós terá vivido de forma digna se não deixá-las. A minha definição de felicidade é estarmos alegres com o que somos, o que representa um continuum de bem-estar físico, mental e afetivo. É fantástica essa definição. E a gente só é feliz se estivermos circundados por pessoas felizes. E o poder nos dá um pouco dessa felicidade. Mas o grande problema é você dá-lo ao ser humano, que é altamente imperfeito - ele tem defeitos incompreensíveis para qualquer espécie - aí vira uma arma de destruição.
Mas, quando se dá poder às pessoas de bem, ele se torna algo transformador.
 

publicado por Lumife às 18:59

Maio 14 2009

 

 

 

 

 

 

 

Entrevista a Artur Teles de Araújo

«É necessário alertar para o facto de que a tuberculose ainda existe», alerta Artur Teles de Araújo, Presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias

O número de casos de tuberculose tem vindo a diminuir, progressivamente, em Portugal. Os estudos epidemiológicos revelam mesmo que o risco de infecção reduziu para metade nos últimos 13 anos. Contudo, o presidente da Associação Nacional de Tuberculose e Doenças Respiratórias, Artur Teles de Araújo, alerta que é necessário que as populações estejam informadas para o facto de que a doença ainda existe – está até longe de ser erradicada. Por isso, em entrevista ao SAPO SAÚDE, o pneumologista esclarece algumas dúvidas, opinando também sobre o que se tem feito – ou que é desejável que se faça – para combater a tuberculose.

Apesar da diminuição de número de casos, Portugal continua a ser dos países da União Europeia com maior taxa de incidência de tuberculose...
Realmente, o número de casos de tuberculose tem vindo a diminuir no nosso país, de forma consistente, nos últimos anos. Por exemplo, no ano passado, Portugal registou 2916 casos, ou seja, uma descida de sete por cento em relação a 2007 (quando foram diagnosticados 3158 casos). Ou seja, os números têm descido progressivamente, mas são ainda elevados em relação a outros países da União Europeia, cuja média se situa nos 17 casos por cada 100 mil habitantes. Portugal regista cerca de 26 casos por cada 100 mil habitantes.

A que razões se podem dever esses números?
Os números devem-se a vários factores: um deles é porque a taxa de infecção em Portugal há uns anos era muito elevada, e, portanto, a descida é sempre relativamente lenta nesta fase. Por outro lado, a alta prevalência de casos de VIH/ Sida no país provavelmente também contribui para estes números. A co-infecção por VIH/ Sida e tuberculose é uma situação explosiva, e uma doença potencia a outra. E depois, há uma distribuição heterogénea dos casos de tuberculose no país. É nas zonas com maior concentração de populações, e, logo, de maior concentração de toxicodependência e de infecção por VIH/ Sida – como Lisboa, Porto, Setúbal e Faro –, que existem os valores mais elevados. Outros factores de risco têm a ver com más condições socioeconómicas, de habitação. Mas estes são factores em que é possível intervir.

O que se está a fazer, a nível governamental, para contrariar esses valores?
Existe o Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose, com uma cobertura razoável e resultados positivos: os estudos epidemiológicos revelam que o risco de ser infectado por tuberculose reduziu para metade nos últimos 13 anos. Por outro lado, os medicamentos são gratuitos, e a taxa de mortalidade por tuberculose desceu para metade na última década. Em Portugal, a detecção dos casos ronda os 90 por cento, e o sucesso terapêutico, ao fim de um ano, os 87 por cento. Portanto, alguma coisa está a ser feita. O que é necessário é que as populações estejam alertadas para o facto de que a doença ainda existe. É preciso estar alertado, embora não assustado.

 

Quais são os sintomas da tuberculose?
O sintoma mais predominante é haver uma tosse arrastada, com expectoração, que não cede às medicações habituais, e que se prolonga por umas semanas. Se a tosse não desaparece com a terapêutica e se não há uma razão clínica para isso, então há uma possibilidade de ser tuberculose. A pessoa deve ser observada pelo médico, que confirmará ou infirmará o diagnóstico.

Basicamente, o diagnóstico da tuberculose pulmonar – que é contagiosa e a mais frequente (pode haver outros tipos, mas são normalmente secundários) passa por fazer uma radiografia e análise de expectoração, para encontrar a bactéria – que é o que dá um diagnóstico absoluto. A radiografia do tórax, por si, dá indicações bastante seguras de que podemos estar em presença de um caso de tuberculose, que deverá ser, em todo o caso, confirmado pelo exame bacteriológico. É necessário um diagnóstico precoce, antes que a doença possa contagiar outras pessoas.

Todos os doentes com tuberculose podem transmitir a doença?
A maioria poderá. Na fase em que a tuberculose não foi diagnosticada e o doente tosse e expele expectoração, é possível o contágio. Contudo, se iniciou um tratamento, passado pouco tempo, a bactéria já não tem condições de se desenvolver noutras pessoas – ainda que o doente não esteja curado. Portanto, o perigo de contágio desaparece.



Por outro lado: todas as pessoas que entram em contacto com a bactéria podem ser contagiadas?
A maioria da população portuguesa está protegida pela vacina de BCG [sigla de bacilo Calmette-Guerin], que, embora longe de dar uma protecção absoluta, tem alguma eficácia. Mas, esteja vacinada ou não, a maioria das pessoas que entra em contacto com a bactéria, consegue, pelas suas defesas deter a agressão da bactéria, confiná-la e evitar que ela se desenvolva. Em algumas situações – ou porque a bactéria é mais virulenta, ou porque as pessoas estão um pouco mais debilitadas, ou por condições locais – a bactéria consegue então desenvolver-se. Mas o número dessas situações é relativamente baixo, comparativamente com o total de pessoas que são expostas à bactéria.

Disse que a vacina de BCG, que está integrada no Plano Nacional de Vacinação há umas décadas, não dá uma protecção absoluta. Qual a sua taxa de eficácia?
A vacina, de facto, não é cem por cento eficaz. Foi descoberta há mais de 80 anos, e a sua taxa de eficácia ronda os 60 por cento. Sobretudo, protege das formas mais graves, como, por exemplo, das meningites por tuberculose...

Na sua opinião, qual é o estado actual da investigação científica para o combate à tuberculose?
A investigação científica tem de desenvolver novas vacinas, mais eficazes, e novos medicamentos. Os fármacos para combater ou curar a tuberculose são eficazes, na maioria esmagadora dos casos, mas são muito antigos; o último a entrar na prática clínica, a rifampicina, fê-lo em 1967. Portanto, as bactérias também começam a criar resistência.

Outro problema no tratamento da tuberculose é que tem uma grande duração – seis meses, no mínimo – e é necessário associar três ou quatro antibióticos. Ora, isso faz com que haja uma tendência para que as pessoas abandonem o tratamento. Portanto, é preciso encontrar novos fármacos que sejam eficazes e que eventualmente permitam reduzir o tempo de tratamento. São essas as linhas de investigação que se começam a desenhar. Houve um certo abandono da investigação para o combate à tuberculose, mas, actualmente, está a ser retomada.

Considera que se tem esquecido o combate à tuberculose?
Sem dúvida que, a partir da década de 70 do ano passado, se pensou que havia medicamentos eficazes, e que a doença a prazo iria extinguir-se. Talvez por isso, houve uma desarticulação, um abandono do combate à doença em todo o mundo. E a tuberculose não se extinguiu; pelo contrário, começa a ter formas resistentes que vêm complicar mais o problema. Está longe de estar extinta, e é preciso que uma organização combata a doença em todos os países – não estamos só a falar de Portugal – e que haja uma investigação no sentido de encontrar novos fármacos mais eficazes e baratos, que permitam tratamentos mais curtos, e também uma vacina mais eficaz do que a actualmente existente, que permita proteger cabalmente as populações a nível mundial.

Como avalia o trabalho desenvolvido neste sentido, a nível internacional?
O Dr. Jorge Sampaio [Enviado Especial das Nações Unidas para a Luta contra a Tuberculose] tem tido um papel assinalável no combate à doença. Tem tentado acordar os governos e o mundo para a necessidade não só de investigação como também de fazer chegar os medicamentos e as armas existentes a toda a população mundial. A tuberculose nos países em vias de desenvolvimento é um problema gravíssimo – 98 por cento dos cerca de dois milhões de mortes por essa doença ocorrem nesses países. Mas é um problema que se pode estender – e estende-se – aos países desenvolvidos, porque as comunicações são mais fáceis. Trata-se, por isso, de um problema global, e deve ser encarado desse modo. Os países desenvolvidos têm de pensar que têm que ajudar os países menos desenvolvidos na luta contra a tuberculose. Alguma coisa tem sido feita, mas penso é que é preciso fazer mais, seguramente.

É mesmo possível erradicar a doença?
Há várias doenças (não só bacterianas, mas virais, também), como a poliomielite ou a varíola, que foram erradicadas. Se nós encontrarmos uma vacina que seja 100 por cento eficaz é possível que a doença venha a ser erradicada. Mas vai demorar umas dezenas de anos, com certeza.

Texto: Ana João Fernandes

publicado por Lumife às 17:57

Maio 12 2009

 

 

 

 

O sono comanda a vida

Ocupamos um terço da nossa vida a dormir e a falta de sono pode ter consequências graves. Eis as razões para a insónia e a forma como ela pode ser combatida.

Dizem os especialistas que dormir é tão vital quanto saciar a sede. Não é por acaso que passamos mais de um terço das nossas vidas a usufruir do merecido descanso. Mas, se é um dos milhares de portugueses que passam as noites em branco, não feche os olhos a alguns dos conselhos que se seguem. Em vez de contar carneirinhos a noite toda, apresentamos algumas soluções para voltar a fazer as pazes com a sua almofada.

Estarão os portugueses a dormir mal? Para João Carlos Winck, responsável pela consulta de Patologia do Sono do Serviço de Pneumologia do Hospital de S. João, no Porto, a resposta é claramente positiva: os cidadãos lusos «têm uma grande dívida de sono». «Cada vez se dorme menos e as consequências não tardam a aparecer», reforça o especialista, acrescentando que há uma relação de causalidade entre a privação de sono e a ocorrência de algumas doenças, nomeadamente a obesidade, complicações cardiovasculares e a redução do rendimento escolar.

Quando se encurta a duração total do sono, é como se houvesse uma quebra na corrente, isto porque existem diferentes estádios que «têm de ser respeitados». As experiências realizadas com ratos, em privação do sono, demonstraram que esta inibição foi fatal nestes animais. Quer isto dizer que «o sono», como uma constante da vida, «é fundamental à sobrevivência».

Para ilustrar a importância do repouso, o especialista aponta o famoso desastre do Space Shuttle Challenger. «Os astronautas viram a descolagem excessivamente adiada, durante dois a três dias, por motivos de ordem técnica. Em virtude destes atrasos, a tripulação dormiu pouco e, quando foi necessário actuar, como apresentava um défice reflexos, a nave explodiu. Há muitos depoimentos na História da Humanidade que se prendem com problemas relacionados com o sono».

 

O mal é sono

Em Portugal um terço da população dá ou já deu em alguma altura da vida voltas na cama devido às insónias. «Trata-se de uma situação que interfere com a saúde das pessoas e com o próprio rendimento pessoal e profissional», refere António Atalaia, membro da Direcção da Associação Portuguesa de Sono (APS).

Uma das principais causas de insónia apontadas pelo neurofisiologista é o stresse. «Um dia-a-dia mais acelerado contribui, sobremaneira, para uma pior higiene do sono.» Para resolver o problema das insónias, pode-se recorrer à toma de hipnóticos. Mas, como adianta António Atalaia, estes medicamentos, quando tomados a longo prazo e sem supervisão médica, «podem ser motivo do agravamento da insónia e não de tratamento».

Para João Carlos Winck, há uma tendência para alguns doentes se automedicarem. Esta situação gera, na perspectiva do especialista, «uma situação de dependência». Antes de se administrarem os fármacos, é preciso, antes de mais, compreender «as razões se escondem por detrás de um mau sono».

 Acertar os ponteiros

Uma das estratégias para resolver as insónias, pode ser a terapia comportamental. Este método visa restaurar as associações positivas ligadas ao sono e facilitar a harmonização deste com o «relógio biológico», ou seja, acertando os ponteiros dos ritmos circadiários (noite e dia). E para os que pensam que o sono pode ser compensado com horas de sono extra ao fim-de-semana: desenganem-se. Nem sempre é possível «indemnizarmo-nos» pelas «alterações e défices registados anteriormente». E, com o desenrolar da idade», essa possibilidade vai decrescendo.

«Se, por motivos de trabalho ou diversão, tentarmos dormir no período diurno a seguir a uma noitada, não temos a mesma profundidade e arquitectura de sono que teríamos se tivéssemos dormido durante a noite. Sabe-se, por experiência própria, que o sono fora de horas não tem o mesmo valor. É, por isso, importante ter horários e condições certas para dormir», acrescenta António Atalaia.

Embora, em média, um adulto precise de dormir cerca de sete a oito horas, «há que respeitar as necessidades individuais». O importante é sentirmo-nos descansados ao acordar, respeitando os ritmos regulares: deitar e levantar a horas certas, todos os dias. «Ao alterarmos repetidamente os horários de sono, os ciclos biológicos ficam, gradualmente, desajustados, criando, assim, dificuldades em adormecer».

 

 

O sono não é todo igual

O sono divide-se em duas fases: um ciclo mais superficial e outro mais profundo. «Desde que se adormece até que se acorda, vai-se passando por uma série de degraus. Estas fases, que se sucedem durante a noite, obedecem uma ordem hierárquica», fundamenta João Carlos Winck. Quer isto dizer que, em cada estádio de repouso, as funções vitais vão-se modificando.

É na fase do sono profundo que se carregam as energias para o dia seguinte. Mas não só. «Sabe-se, por exemplo, que a hormona de crescimento e outros elementos biológicos são segregados pelo organismo durante esta fase de sono». Para se manter um sono totalmente reparador, «é fundamental cumprir todas as etapas e, se possível, acordar imediatamente a seguir ao sono REM. Esta sigla do inglês, que significa "rapid eyes movement", é o último patamar do repouso.

 

Glossário do sono

«A variedade dos distúrbios do sono é enorme e interferem com outras patologias», adianta António Atalaia. O neurofisiologista define alguns dos males que afectam o sono.

- Bruxismo: é uma designação para quem range os dentes durante o sono;

- Roncopatia e síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS): são patologias de foro respiratório que afectam mais os homens do que as mulheres, pelo menos até à menopausa. A primeira é comummente conhecida por ressonar. Já a SAOS está relacionada com as paragens respiratórias durante o acto de dormir. Está demonstrado que as apneias do sono são uma das causas de hipertensão arterial secundária, podem provocar arritmias cardíacas e, ao provocarem sonolência diurna excessiva, estão na origem de acidentes de viação e de trabalho;

- Narcolepsia esta patologia rara caracteriza-se por uma tendência anormal para adormecer durante o dia nas situações mais impróprias. Tem um conjunto de sintomas acompanhantes: paralisia durante o sono, perda súbita do tono muscular em resposta a determinadas emoções e alucinações ao adormecer;

- Parassónias: englobam o sonambulismo e outros distúrbios do sono, que se manifestam por comportamentos de agitação, deambulação ou mesmo agressão, os quais ocorrem sem que o doente desperte.

 

Tratamento

Embora não haja cura para algumas das patologias que interferem com a qualidade do sono, saiba os tratamentos que estão à disposição de quem sofre por não conseguir dormir. «A síndrome da apneia obstrutiva do sono tem tratamento eficaz, mas só alguns dos doentes é que podem ser curados. É preciso ser realista e prudente quando se fala nas perspectivas terapêuticas deste grupo», diz António Atalaia.

«As insónias podem ser resolvidas, não só com medicamentos, mas com a modificação de alguns comportamentos ou pelo tratamento das doenças que estão na origem da insónia, sejam elas de foro psiquiátrico, cardiológico, endócrino ou outro», prossegue. Já nas parassónias e no bruxismo, a administração de fármacos «consegue resolver o problema». Em situações de bruxismo, «pode-se, ainda, recorrer a aparelhos protésicos de protecção dentária».

No fundo, para o especialista, praticamente todas as perturbações do sono têm tratamento, embora nem todos os casos sejas passíveis de cura. Isto deve-se, fundamentalmente aos avanços registados na Medicina do Sono. «O desenvolvimento de novas moléculas e a compreensão destas doenças são grandes pilares do tratamento».

 

Medidas para uma boa higiene do sono

Para nunca ficar a contar carneirinhos a noite toda, João Carlos Winck, deixa alguns conselhos para ter um sono reparador. Estas medidas, segundo o especialista, são universais, mesmo para quem não tem dificuldades em dormir.

- Nunca tomar café ao lanche; a cafeína é um estimulante que prejudica o sono; - Fumar duas horas antes de ir para a cama prejudica o adormecer;

- Nunca ir para a cama nas três horas imediatamente depois da refeição;

- Deitar e levantar nas mesmas horas, tentando que este período não sofra grandes variações;

- Desligar a televisão quando nos deitamos. «O estímulo da televisão vai prejudicar o relaxamento», completa João Carlos Winck, adiantando que se trata de uma tendência contrária ao acto de adormecer.

Para mais informações...

A APS acaba de lançar em
www.apsono.com o novo site da Associação. Neste site, é disponibilizado um teste de sono online para a população em geral e informações relativas à importância do sono.

AP


publicado por Lumife às 19:22

Março 10 2009

Este artigo versa sobre a ereção fisiológica humana.
 A erecção do pênis, clitóris ou mamilo acontece quando estas estruturas se tornam firmes e dilatadas.
 O mecanismo da erecção depende de uma complexa interação psicológica, neurológica, vascular e endócrina. O termo também é aplicado a todo o processo que leva ao estado de erecção.

ERECÇÃO DO PÉNIS


A glândula pituitária (A hipófise é uma glândula endócrina, situada na sela túrcica (uma cavidade óssea localizada na base do cérebro), que se liga ao hipotálamo através do pedúnculo hipofisário ou infundíbulo. A hipófise é uma glândula que produz numerosos e importantes hormônios, por isso reconhecida como glândula-mestra do sistema nervoso).

A próstata (A próstata é uma glândula exócrina que faz parte do sistema reprodutor dos mamíferos machos.A próstata difere consideravelmente entre espécies anatomicamente, quimicamente e fisiologicamente. A função da próstata humana é produzir e armazenar um fluído incolor e ligeiramente alcalino (pH 7.29) que constitui 10-30% do volume do fluido seminal, que juntamente com os espermatozóides constitui o sémen.

O hormônio testosterona (Testosterona é um hormônio esteróide produzido, tanto nos Homens quanto nas Mulheres.Nos homens pelos testículos (os quais também produzem espermatozóides e uma série de outros hormônios que controlam o desenvolvimento normal e funcionamento), nos indivíduos do sexo feminino, pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais. Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela pituitária anterior (adenohipófise ou simplesmente hipófise).
A testosterona é responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, sendo também importante para a função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana.

 têm um papel importante no processo de ereção do pênis.

Uma ereção peniana acontece quando as duas estruturas tubulares que correm o comprimento do pênis, os corpos cavernosos, se tornam cheios de sangue. Isso pode ser resultado de qualquer um de vários estímulos fisiológicos. O corpo esponjoso é uma estrutura tubular simples localizada logo abaixo dos corpos cavernosos, que contém a uretra, através da qual a urina e o sêmen passam durante o ato de urinar e na ejaculação, respectivamente. O corpo esponjoso pode também ser preenchido de sangue, mas comparativamente menos que os corpos cavernosos.

A ereção peniana, (Imagem da diferença entre um pênis ereto e outro flácido) geralmente ocorre a partir da estimulação sexual, mas também pode ocorrer em momentos em que a bexiga urinária está cheia ou espontaneamente durante o decorrer do dia ou noite. Uma ereção resulta do inchamento e aumento do pênis. A ereção possibilita a relação sexual de ocorrer e outras atividades sexuais como a masturbação, embora não seja essencial para todas as atividades sexuais.

Na presença de estimulação mecânica, a ereção é iniciada pela divisão parassimpática (Chama-se sistema nervoso parassimpático a parte do sistema nervoso autônomo cujos neurônios se localizam no tronco cerebral ou na medula sacral, segmentos S2, S3 e S4.)
 do sistema nervoso autônomo com uma mínima participação do sistema nervoso central. Os ramos parassimpáticos se estendem do plexo sacral até as artérias que vascularizam o tecido erétil; com a estimulação, esses ramos de nervo começam a liberar óxido nítrico (NO)(O óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.

 um agente vasodilatador, nas artérias-alvo. As artérias então dilatam, preenchendo o corpo esponjoso e os corpos cavernosos do pênis com sangue. A ereção é cessada quanO óxido nítrico (também conhecido por monóxido de nitrogênio e monóxido de azoto), de fórmula química NO, é um gás solúvel, altamente lipofílico sintetizado pelas células endoteliais, macrófagos e certo grupo de neurônios do cérebro. É um importante sinalizador intracelular e extracelular, e actua induzindo a guanil ciclase, que produz guanosina monofosfato cíclico (GMP) que tem entre outros efeitos o relaxamento do músculo liso o que provoca, como acções biológicas, a vaso e a broncodilatação.

do a estimulação parassimpática é descontinuada. A estimulação da divisão simpática do sistema nervoso autônomo causa a constrição das artérias do pênis, forçando para fora o sangue do tecido erétil.

O córtex cerebral (O córtex cerebral corresponde à camada mais externa do cérebro dos vertebrados, sendo rico em neurônios e o local do processamento neuronal mais sofisticado e distinto. O córtex humano tem 1-4mm de espessura, com uma área de 0,22m2 (se fosse disposto num plano) e desempenha um papel central em funções complexas do cérebro como na memória, atenção, consciência, linguagem, percepção e pensamento.

 pode iniciar uma ereção mesmo na ausência de uma estimulação mecânica direta (em resposta a um estimulo visual, auditivo, olfatório, imaginado ou tátil, por exemplo) atuando através dos centros eréteis nas regiões sacrais e lombares da medula espinhal. O córtex cerebral pode cessar uma ereção mesmo na presença de estimulação mecânica, assim como fatores psicológicos, emocionais e outros ambientais.

O termo oposto à ereção é detumescência

Disfunção erétil, antigamente chamada de impotência sexual, é o nome que se dá à incapacidade de manter uma ereção do pênis para uma satisfatória relação sexual.


 ERECÇÂO DO CLITÓRIS

A ereção do clitóris (Clitóris, clítoris ou clitóride (do grego κλειτορἰς - kleitorís) é, na anatomia, o nome que se dá ao órgão alongado e erétil, localizado na parte superior da vulva, nos mamíferos. Similar ao pênis, que é homólogo ao clitóris - este porém não possui a divisão distal que este apresenta para a uretra e tem função exclusivamente no prazer sexual, mormente nos humanos (a única exceção nesta conformação anatômica ocorre com a Hiena-malhada: nesta espécie, o sistema urogenital é único, possuindo um grande clitóris, chamado de pseudo-pênis, que tem o canal urinário e as vias sexuais e reprodutivas)

 faz parte do amadurecimento sexual nas mulheres. O clitóris feminino é a parte anatomicamente homóloga ao pênis, e o mecanismo de ereção é semelhante.


ERECÇÃO DO MAMILO


A ereção do mamilo (Mamilo (do latim mamilla) é a parte da mama que envolve a extremidade por onde sai o leite, na mulher e nas fêmeas dos mamíferos. Chamado também de bico do peito.

Compreende a junção dos ductos mamários, a abertura para saída do leite e a aréola, parte mais escura ao redor da abertura.

 pode resultar basicamente de três tipos de resposta. Acontece nas mulheres durante a alimentação no seio. É também uma parte primitiva da resposta sexual de homens e mulheres. A ereção do mamilo também pode ser causada pela baixa temperatura tanto em homens quanto em mulheres. Isto acontece simplesmente por resposta tátil à baixa temperatura, não sendo relacionado com estímulos sexuais.


 

 

publicado por Lumife às 23:26

Fevereiro 20 2009

 

O torcicolo espasmódico é um espasmo doloroso contínuo ou intermitente dos músculos do pescoço, que força a cabeça a rodar e a inclinar-se para a frente, para trás ou para os lados.

 

O torcicolo afecta uma em cada 10 000 pessoas e é, aproximadamente, 10 vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens. A perturbação pode apresentar-se em qualquer idade, mas a sua incidência é maior entre os 30 e os 60 anos. Em geral, desconhece-se a sua causa, mas por vezes o torcicolo deve-se a doenças como o hipertiroidismo, as infecções do sistema nervoso, as disquinésias tardias (movimentos faciais anormais produzidos pela ingestão de medicamentos antipsicóticos) e os tumores do pescoço.

 

Raramente os recém-nascidos sofrem de torcicolo (torcicolo congénito) como consequência de lesões nos músculos do pescoço durante um parto difícil.  O desequilíbrio dos músculos oculares e as deformidades musculares ou ósseas da parte superior da coluna vertebral podem causar torcicolos nas crianças.

 

Sintomas

 

Podem aparecer espasmos dolorosos e agudos dos músculos do pescoço, que começam de repente e se apresentam de modo intermitente ou contínuo. Em geral, só é afectado um lado do pescoço. A direcção em que a cabeça se inclina e roda depende de qual é o músculo do pescoço afectado. Um terço das pessoas que apresentam esta perturbação também tem espasmos noutras zonas, habitualmente nas pálpebras, na cara, na mandíbula ou nas mãos. Os espasmos aparecem sem aviso prévio e, muito raramente, durante o sono.

 

O torcicolo varia de ligeiro a grave e permanente. Cerca de 10 % a 20 % das pessoas que dele sofrem (habitualmente jovens com casos menores) recuperam sem tratamento num prazo de cinco anos. Na maioria, contudo, a perturbação piora gradualmente num período de um a cinco anos, estabilizando-se depois. O torcicolo pode persistir toda a vida, provocando dores contínuas, mobilidade restringida do pescoço e deformidades posturais.

Torcicolo

 

Diagnóstico e tratamento

 

Durante o exame físico de uma criança, o médico pode detectar lesões dos músculos do pescoço que podem causar o torcicolo. Para diagnosticar a perturbação em crianças e em adultos, o médico faz perguntas pormenorizadas sobre lesões anteriores e outros problemas do pescoço. Por vezes fazem-se vários exames como radiografias, tomografia axial computadorizada (TAC) e ressonância magnética (RM), para procurar as causas específicas dos espasmos musculares do pescoço, embora com pouca frequência revelem essas causas.

 

Quando se identifica uma causa (como o crescimento anormal de um osso), o torcicolo pode ser tratado de maneira eficaz. Contudo, é menos provável que o tratamento controle o espasmo quando a causa é uma perturbação do sistema nervoso ou se ela for desconhecida.

 

Por vezes, o espasmo é aliviado temporariamente por meio de fisioterapia e massagens. Existe um tipo de massagens por meio do qual se aplica uma leve pressão sobre a mandíbula no mesmo lado da rotação da cabeça.

 

Os medicamentos ajudam a reduzir os espasmos musculares e os movimentos involuntários em cerca de um terço dos casos e, habitualmente, ajudam a controlar a dor causada pelos espasmos. Os medicamentos anticolinérgicos, que impedem os impulsos específicos do nervo, e as benzodiazepinas (sedativos suaves) administram-se muitas vezes. Com menor frequência prescrevem-se relaxantes musculares e antidepressivos. Várias injecções de uma dose baixa da substância que causa o botulismo reduzem a dor e os espasmos, permitindo que a cabeça se sustente numa posição mais natural (menos inclinada); esta melhoria pode durar alguns meses. A extirpação cirúrgica dos nervos que causam a disfunção dos músculos do pescoço é, por vezes, um procedimento eficaz a ter em conta se os outros tratamentos não forem eficazes. Se houver problemas emocionais que contribuam para os espasmos, o tratamento psiquiátrico pode ser útil.

Em caso de torcicolo congénito a fisioterapia intensiva para esticar o músculo lesado inicia-se nos primeiros meses de vida. Se não for eficaz, ou se for iniciada demasiado tarde, pode ser necessário reparar o músculo cirurgicamente.


Manual Merck

publicado por Lumife às 10:17

Fevereiro 11 2009

 

 

 

10 medidas que activam a sua circulação

Veja tudo o que pode fazer para facilitar a movimentação do sangue nas suas veias
Mexa-se, fuja do calor, evite as gorduras saturadas, o sal e o álcool, ingira mais antioxidantes e, como é óbvio, apague o cigarro! São alguns dos truques para que os seus 5 litros de sangue fluam livremente.

Varizes, flebites, pernas inchadas, cansaço, dores, sensação de peso... são alguns dos efeitos indirectos da má circulação de retorno, ou seja, aquela que flui pelas veias em direcção ao coração. Estas desordens, na maioria dos casos não são graves, mas sim incómodas.

No entanto, se não forem tratadas a tempo, podem originar complicações de maior gravidade e reduzir a qualidade de vida. Quando as deficiências circulatórias afectam as artérias (que levam o sangue do coração para o resto do corpo), as consequências podem ser ainda piores.

Nestes casos, a redução do fluxo sanguíneo é devida aos depósitos de colesterol, gorduras e outras substâncias que aderem às paredes dos vasos (aterosclerose), produzindo afecções coronárias.

Mais incómodos no Verão, por causa do calor, os problemas de circulação são, muitas vezes, esquecidos durante o Inverno. Não caia nesse erro e siga estas simples, mas eficazes medidas para evitar a má circulação.

Vista roupa cómoda

As peças de roupa que comprimem os músculos das pernas (como as ligas ou cintas), apertam a cintura (como os cintos justos) ou mesmo os sapatos apertados, funcionam como torniquetes, dificultando a circulação.

Também não é aconselhável usar tamanhos abaixo do seu para dissimular os quilos a mais, nem sutiãs com aros que comprimam o peito, para o fazer sobressair. Se usar mochila, não a ajuste demasiado e tire-a de vez em quando para descansar.

Coma mais fibras

Favorecem o trânsito intestinal, o que evita o aumento de pressão abdominal, a debilitação das paredes das veias e da parede do cólon, reduzindo o risco de sofrer de prisão de ventre, varizes e hemorróidas, e a acumulação de toxinas no sangue.

As frutas secas e frescas, as leguminosas, as verduras e hortaliças, os cereais e alimentos integrais são grandes aliados dos intestinos. Se seguir a regra de ingerir cinco porções diárias de vegetais, não lhe vai faltar fibra.

Ponha um cadeado no saleiro

O excesso de sódio não é só contra-indicado em pessoas com hipertensão arterial. Também favorece a retenção de líquidos, obrigando o coração, o fígado e os rins a trabalharem acima das suas possibilidades, fomentando problemas circulatórios.

Evite as conservas, sopas de pacote, molhos, bolachas, enchidos, queijos curados, carnes e peixes salgados ou fumados e pré-cozinhados. As ervas aromáticas são excelentes substitutas do sal!

Pernas para cima!

Levantar um pouco os membros inferiores enquanto se está sentado ou mantê-las elevadas quando se está deitado favorece o retorno venoso.

Para tornar a circulação mais fluída, erga as pernas alguns minutos por dia e durma com as pernas mais altas do que a cabeça, subindo ligeiramente a parte da cama onde repousa os pés, com uma almofada.


Veja a seguir: O que comer e os hábitos a mudar para ter uma circulação melhor


Faça exercício diariamente

Fazer exercício é um dos factores mais benéficos para a circulação uma vez que os músculos, ao serem contraídos, actuam como corações periféricos, digamos assim, que comprimem as veias e empurram o sangue em direcção à parte superior do corpo.

Para além disso, a actividade física aumenta o fluxo arterial. Caminhar, andar em bicos dos pés, flectir as pernas, nadar, correr, passear, andar de bicicleta... ajuda a favorecer o sistema cardiovascular, a controlar o peso, a diminuir a pressão sanguínea e a reduzir o nível de LDL (o chamado colesterol mau).

Tente fazê-lo 4 a 5 vezes por semana, durante 30 minutos.

Opte pelas gorduras poli-insaturadas

Ao contrário das saturadas, presentes nos lacticínios e nas carnes vermelhas, estes lípidos podem reduzir a viscosidade do sangue, favorecendo a fluidez da corrente sanguínea. São gorduras importantes para regular a pressão arterial, a vasodilatação e a coagulação.

Para além disso aumentam o colesterol LDL (o chamado bom) e fazem com que o mau não se acumule nas artérias. Estes ácidos gordos encontram-se, sobretudo, nos óleos de sementes de girassol, milho e soja, nos frutos secos (nozes e amêndoas) e nos peixes azuis.

Mantenha uma boa hidratação

Os especialistas recomendam beber entre 2 a 3 litros de água por dia para facilitar a eliminação de toxinas e melhorar a circulação. Também pode recorrer às infusões, como as de chá ou de gingko biloba (beneficia a irrigação cerebral).

Para melhorar a circulação das pernas, beba diariamente três chávenas de uma tisana à base de 20 g de trigo sarraceno, 20 g de flores de arruda secas e 20 g de flores de sabugueiro secas.

Outra boa opção são os sumos naturais (sem açúcar) ricos em antioxidantes: fortalecem as paredes das artérias e das veias, e têm uma acção anti-inflamatória.

Experimente sumo de arando vermelho, laranja e casca de laranja; de toranja; de uvas pretas; de ameixas, ananás e groselhas; ou de laranja, framboesa e acerola.

Cuidado com o calor

O calor excessivo ou muito prolongado é um inimigo da circulação, já que fomenta a vasodilatação dos capilares, o que, por sua vez, pode originar inchaço, sensação de peso, cansaço e dor nas extremidades.

Por isso, é recomendável evitar os ambientes com temperaturas elevadas, apanhar sol nos dias mais quentes ou abusar dos aquecimentos. Também não é conveniente exceder-se com as saunas ou os banhos de imersão.

Prefira um duche de água morna e finalize-o com um jacto de água fria, especialmente benéfico para a circulação das pernas.

Desfrute de uma massagem

A técnica não é importante, desde que abranja todo o corpo. Ao activar a circulação, a massagem melhora a irrigação dos tecidos. Os vasos da pele, especialmente as veias superficiais, armazenam uma grande quantidade de sangue e, ao serem massajados, o seu esvaziamento é facilitado.

Uma massagem ligeira e superficial é tónica, e uma vigorosa e profunda é relaxante. Experimente massajar os pés e as pernas de baixo para cima, do tornozelo à coxa. Uma máquina de massagens eléctrica pode ser uma grande ajuda.



Veja ainda: O que deve evitar fazer a todo o custo

Use meias elásticas

O uso diário de meias elásticas de compressão facilita e melhora a circulação de retorno, uma vez que ajuda o sangue a subir até ao coração.

Coloque-as logo de manhã, pois com o passar do dia, a possibilidade de ocorrer edema (acumulação anormal de líquido nos tecidos) dificulta a sua colocação.

Evite...

... a alimentação desequilibrada; a dieta mediterrânica é a mais aconselhada por causa do seu abundante aporte de legumes, hortaliças, frutas e alimentos ricos em fibra e substâncias cardiosaudáveis.

... o excesso de peso, principalmente a gordura abdominal, porque aumenta a pressão sobre as virilhas e dificulta o retorno de sangue venoso ao coração.

... as gorduras saturadas, porque aumentam a presença de colesterol e triglicéridos no sangue, tornando-o mais espesso, e acumulam-se nas artérias, aumentando o perigo de entupimento ou rotura.

... o tabaco, porque a nicotina e os produtos da combustão do cigarro danificam a parede das artérias e favorecem o aparecimento de varizes.

... o excesso de bebidas alcoólicas e com cafeína, porque ambas tendem a elevar a pressão do sangue arterial, apesar de cada uma das substâncias o fazer através de mecanismos diferentes.

Perigo! Doença venosa

Consequência de uma disfunção do sistema venoso dos membros inferiores, a doença venosa crónica afecta o retorno do sangue para o coração, que se acumula nas veias, dilatando-as.

Provoca o aparecimento de derrames e varizes, e, em fases mais avançadas da doença, eczemas venosos, flebites e úlcera da perna.

Manifesta-se pela sensação de peso e dor nos membros inferiores, normalmente associadas a edema no tornozelo, prurido e cãibras nocturnas.

Com a evolução da doença, surgem vários tipos de varizes, lipodistrofia (perturbação no metabolismo das gorduras), hiperpigmentação, atrofia branca e úlcera de perna, geralmente no terço inferior do membro.

Texto: Madalena Alçada Baptista
Revisão científica: Dr. Eduardo Serra Brandão (cirurgião vascular e director do IRV, Instituto de Recuperação Vascular, em Lisboa)


A responsabilidade editorial e científica desta informação é da revista PREVENIR


 

publicado por Lumife às 21:00

Fevereiro 07 2009

 

 

 

 

 

 

 

Investigadores italianos dizem que sim. Mas não em todas as mulheres.

A investigação foi conduzida por uma equipa de médicos ginecologistas da Universidade de L’Aquila, Itália, e contou com a participação de 20 mulheres. Nove mulheres experimentaram um orgasmo vaginal; as outras não.

Ao examinarem através de uma ecografia a zona onde supostamente se localiza o ponto G, os especialistas italianos descobriram que o tecido era mais grosso nas nove mulheres que conseguiram atingir o clímax mediante penetração.

Os investigadores acreditam ter assim visualizado o ponto que o alemão Ernst Grafenberg localizou pela primeira vez em 1944, entre a vagina e a uretra. Mas não em todas as mulheres. Nem todas estão equipadas com este gatilho de prazer feminino, defendem os italianos.

 

Para os especialistas, este ponto explica por que razão algumas mulheres têm orgasmos provocados pela estimulação da parede interna da vagina. O estudo publicado no Journal of Sexual Medicine, sugere que, sem esta zona erógena, as mulheres não são capazes de ter um orgasmo que não seja à base de estimulação clitoriana.

“Pela primeira vez”, referiu o líder da investigação Emmanuele Jannini à revista New Scientist, “é possível determinar de um modo simples, rápido e barato se uma mulher tem ou não um ponto G”.

Mas os opositores dizem que não é bem assim. Tim Spector, do St. Thomas Hospital, em Londres, disse ao jornal Independent que esta área nervosa pode simplesmente ser parte interna do clítoris, e não um tecido à parte. Outros especialistas defendem que o ponto está presente em todas as mulheres e que estas precisam de treiná-lo para que a espessura do tecido aumente.

 


Sabia que…
Saltos altos podem melhorar a vida sexual?
De Itália, surge outro estudo. O da urologista Maria Cerruto, que prova que estar mais alta é estar mais próxima de uma melhor performance sexual. A investigadora italiana concluiu que os saltos altos solicitam os músculos do soalho pélvico envolvidos na actividade e satisfação sexual. </strong>


O Ponto G Masculino 
Para começar, vamos conceituar a próstata.

A próstata é uma glândula auxiliar do sistema genital masculino, responsável pelo funcionamento de nutrientes para os espermatozóides.

Anatomicamente, tem uma relação direta com a bexiga, e devido a isso, quase todos os sintomas das doenças prostáticas se apresentam diretamente relacionados com o ato de urinar.

Quando se fala em próstata perto dos homens é sinal de deixá-las no mínimo, preocupados, visto que é na mesma que reside muito dos problemas que os tem que levar aos consultórios de urologistas, para fazerem o exame do “terror”, o chamado exame de toque retal, que só de imaginarem, já ficam de certa maneira, ansiosos, principalmente nos mais machistas, que relutam e muito quando precisam realizar o tal exame, que nada mais é, que um exame preventivo, e de grande importância. O importante é se cuidar, não ter vergonha, nem preconceito, e se prevenir, para que se tenha saúde e qualidade de vida sempre.

Mas o assunto próstata não gira em torno apenas desse problema (doenças da próstata), que fiz questão de referir acima, ela é também pode ser sinônimo de muito prazer. Sabem do que estou falando? De um certo ponto, o ponto G masculino.

Para quem achava que só as mulheres possuíam um ponto G, estão enganados.

O ponto G dos homens se localiza na próstata, pouco abaixo da bexiga, e um pouco atrás dos testículos.

A sensação prazerosa do ponto G vem de uma compressão que a próstata “sofre”, pois por se tratar de uma glândula muito sensível, quando o ato sexual se inicia, e até mesmo antes, nas preliminares, há um músculo chamando de pubococcígeo, que durante as movimentações do pênis e do atrito entre os corpos irá proporcionar tal estímulo, causador das sensações de prazer. Mas até então, estamos falando de uma estimulação indireta, que acontece, como conseqüência do ato sexual, de certa maneira, satisfatório.

O ponto G dos homens fica num lugar bem escondido, assim como no corpo das mulheres. E esse ponto também pode ser encontrado e deliciosamente sentido pelo homem, com a estimulação manual. Mas nesse momento, a intimidade e a cumplicidade entre o casal, conta muito a favor, pois torna essa procura mais fácil, mais amena, sem tensões, por acharem que estão fazendo algo errado.

Pode-se começar, massageando a região do períneo (que se situa um pouco atrás do saco, região sem pêlos, entre as pernas do homem) com o dedo médio, bem ali, existe um ponto um pouco elevado, que se bem estimulado, leva o homem a sentir um prazer muito grande. Outra forma de estimular o ponto G é ir introduzindo o dedo mediano no ânus do parceiro, e iniciar alguns movimentos circulares, com alternações nos ritmos da pressão, visto que se corre o risco de nem se encontrar o ponto G, e causar uma sensação desagradável no homem. É preciso calma, treino, até porque seu parceiro irá lhe mostrar, com expressões de prazer ou não, se você encontrou ou não, o ponto G dele.

A estimulação desse ponto, no homem pode proporcionar a prolongação do orgasmo e fazer desse, um momento inesquecível, para eles e pra elas.

Adriana Sommer da Costa
Sexóloga


O ponto G feminino

O ponto G ou ponto de Gräfenberg é uma pequena área na mulher atrás do osso púbico perto da canal da uretra e acessível através da parede anterior da vagina. Tendo assumido que uma zona erógena é aquela que quando estimulada conduz a elevados níveis de excitação sexuais e ao orgasmo.

A denominação ponto G foi cunhado por Addiego et al. em 1981.  Em homenagem ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg, o primeiro médico da atualidade a criar a hipótese da existência de tal área, em 1950.

O Médico D. Scrocher afirma que fazer sexo ou masturbação pelo menos uma vez por semana ajuda no desenvolvimento do ponto G e evita doenças de pele - além de ajudar contra doenças que atacam o coração e diabetes

 
 

publicado por Lumife às 18:24

Janeiro 30 2009

O Memorial da Paz de Hiroshima, chamado Cúpula Genbaku (原爆ドーム) ou Cúpula da Bomba Atómica pelos japoneses, localiza-se em Hiroshima, Japão.

O edifício foi originalmente projectado pelo arquitecto japonês kenzo tange. Foi terminado em Abril de 1915, e intitulado Exposição Comercial da Prefeitura de Hiroshima (HMI). Foi inaugurado oficialmente em Agosto desse ano.

O hipocentro da explosão atómica de 6 de Agosto de 1945 situou-se apenas a 150 metros de distância do edifício, que foi a estrutura mais próxima a resistir ao impacto. O edifício foi imediatamente preservado exatamente como se encontrava após o bombardeamento, e serve hoje como uma memória da devastação nuclear e um símbolo de esperança na paz mundial e eliminação de todas as armas nucleares.

 

Fonte Wikipédia

 

publicado por Lumife às 17:46

Janeiro 25 2009

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publicado por Lumife às 20:06

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