SABIA QUE...?

Outubro 24 2004
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(Música: Paulo de Carvalho)


(Letra: Ary dos Santos)




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Na Praça da Figueira,


ou no Jardim da Estrela,


num fogareiro aceso é que ele arde.


Ao canto do Outono,à esquina do Inverno,


o homem das castanhas é eterno.


Não tem eira nem beira, nem guarida,


e apregoa como um desafio.


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É um cartucho pardo a sua vida,


e, se não mata a fome, mata o frio.


Um carro que se empurra,


um chapéu esburacado,


no peito uma castanha que não arde.


Tem a chuva nos olhos e tem o ar cansado


o homem que apregoa ao fim da tarde.


Ao pé dum candeeiro acaba o dia,


voz rouca com o travo da pobreza.


Apregoa pedaços de alegria,


e à noite vai dormir com a tristeza.


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Quem quer quentes e boas, quentinhas?


A estalarem cinzentas, na brasa.


Quem quer quentes e boas, quentinhas?


Quem compra leva mais calor p'ra casa.


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A mágoa que transporta a miséria ambulante,


passeia na cidade o dia inteiro.


É como se empurrasse o Outono diante;


é como se empurrasse o nevoeiro.


Quem sabe a desventura do seu fado?


Quem olha para o homem das castanhas?


Nunca ninguém pensou que ali ao lado


ardem no fogareiro dores tamanhas.


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Quem quer quentes e boas, quentinhas?


A estalarem cinzentas, na brasa.


Quem quer quentes e boas, quentinhas?


Quem compra leva mais amor p'ra casa.




publicado por Lumife às 19:04

Outubro 23 2004
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Portugal lidera em casos de cancro do pulmão



Tabagismo responsável pelo aumento da doença






Portugal foi o país da União Europeia onde o número de mortos por cancro no pulmão mais aumentou na década de 90. O crescimento da doença está associada ao consumo de tabaco.








A média europeia de fumadores desceu, mas entre os Quinze há ainda países que contrariam a tendência.Há cada vez mais mulheres a fumar, mas os efeitos mais nefastos atingem os homens entre os 35 e os 54 anos.



A realidade portuguesa revela que o número de mortes provocada pelo cancro no pulmão teve o aumento maior na Europa dos 25, quase dois por cento de subida da década de 80 para a de 90.



O estudo sobre o Tabaco apresentado pela União aponta hábitos tabágicos anormais em quatro países. Em todo o lado há cada vez menos fumadores. As mesmas campanhas de dissuasão em relação ao fumo parecem ter pouco efeito em Portugal, Espanha, França e Grécia, onde continua a ser vendido e fumado o mesmo número de maços.



Bruxelas preocupa-se com o fenómeno, que associa a hábitos culturais. Nos países latinos ou mediterrânicos, fumar ainda não é condenado socialmente.



Na Europa, 650 mil pessoas morrem todos os anos por causa do tabagismo, de cancro ou problemas cardiovasculares. Treze milhões sofrem de uma doença crónica por causa do vício da nicotina.




publicado por Lumife às 00:13

Outubro 21 2004
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Vamos agora ao escândalo por detrás das eleições nas ilhas. E que consiste no inacreditável número de deputados regionais - 52 nos Açores e 68 na Madeira - eleitos para representarem populações de cerca de 200 mil eleitores. E em sobreposição aos já muitos eleitos pelas ilhas noutro tipo de sufrágios.



Estes deputados regionais, recorde-se, têm praticamente o mesmo estatuto, regalias, vencimentos e outras mordomias dos deputados nacionais. O que quer dizer que aos 230 deputados da Assembleia da República se podem somar mais 120 das ilhas (52+68), o que perfaz um contingente de respeito: 350 deputados no nosso país.



Mas o que se torna verdadeiramente incompreensível e inadmissível é a proporção deputados/nº de eleitores atribuída aos Açores e à Madeira. Se, no Parlamento de S. Bento e com um eleitorado nacional de 8 milhões e 700 mil recenseados, essa proporção é de um deputado por cada 37.900 eleitores, nas ilhas ela assume valores ridículos. Nos Açores, com 190 mil recenseados, a proporção é de um deputado por apenas 3.648 eleitores. E na Madeira, com perto de 230 mil recenseados, a proporção cai ainda mais, para um deputado por cada 3.355 eleitores.



Para se ter uma noção mais aproximada do absurdo destes números, refira-se que a Assembleia da República deveria compor-se de 2.390 deputados se fosse levada em linha de conta a proporção deputado/nº de eleitores dos Açores e 2.598 deputados se fosse considerada a proporção da Madeira! Ao invés, se fosse aplicada às assembleias regionais a proporção nacional, os 68 deputados madeirenses reduzir-se-iam a 6 e os 52 parlamentares açorianos encolheriam para 5.



Nada justifica esta distorção e tamanha desproporção. Nem a insularidade da Madeira nem a particularidade geográfica das nove ilhas dos Açores. Nada justifica quando, ainda por cima, os dois arquipélagos têm inúmeros representantes eleitos a nível local (19 presidentes de Câmara nos Açores mais 11 na Madeira, além de incontáveis vereadores, presidentes e representantes de juntas de freguesia), elegem cinco deputados cada um para o Parlamento nacional, têm, em regra, eleitos no Parlamento europeu.



Nada justifica? Não é bem verdade. Há uma razão óbvia para tal excesso de deputados regionais e para tão escandalosa proporção entre eleitores e eleitos: o clientelismo partidário. Com umas largas dezenas de cargos políticos suplementares (e bem apetecíveis) para distribuírem entre as suas clientelas, os partidos insulares e nacionais não só silenciam como alimentam este absurdo, esta adiposidade de partidarite parlamentar. 68 deputados na Madeira?! 52 nos Açores?! Haja decoro.



Ainda está para chegar o dia em que um líder partidário do PS ou do PSD (ou mesmo do PCP ou do CDS, que também aproveitam esta benesse de lugares) revele a coragem política necessária para denunciar e pôr fim a tal escândalo.









21 Outubro 2004


(Extracto do artigo com o mesmo título em A OPINIÃO DE - JOSÉ ANTÓNIO LIMA-EXPRESSO)

publicado por Lumife às 16:41

Outubro 20 2004
Pensava-se que o «caso» Marcelo e os seus desenvolvimentos já tinham provocado ao Governo todo o dano que podiam ter provocado. Puro engano! Não contente por ter feito recair sobre si a odiosa suspeita de conviver mal com a liberdade de expressão e pretender impor a lei da rolha a quem se atreva a criticá-lo, o Governo faz agora questão de se cobrir de ridículo. Foi o que aconteceu com a audição a Rui Gomes da Silva pela Alta Autoridade para a Comunicação Social - a tal entidade que o ministro chamou à colação para impor à TVI e a Marcelo o célebre «direito ao contraditório». Infelizmente para si próprio e para o Governo que ali representava, a AACS lá teve de lhe explicar que o direito ao contraditório não se aplica a uma coluna de opinião ou comentário político. Até neste ponto, foi buscar lã e acabou tosquiado.



Interrogado sobre se haveria «um conluio ou uma cabala» contra o Governo, Gomes da Silva, usando toda a argúcia de que já deu provas, admitiu que sim. E explicou que essa «cabala» consiste no seguinte - ou consistia, visto que um dos seus tenebrosos agentes já foi abatido: o EXPRESSO, ao sábado, o «Público», ao domingo de manhã, e Marcelo, ao domingo à noite, produziam afirmações «falsas» e «constantemente negativas» em relação à actuação do Governo.



Sobre a falsidade das notícias nada disse que fundamentasse a acusação. Mas admite-se que, do seu ponto de vista, baste o Governo desmentir uma ou outra notícia inconveniente - mesmo que, por hipótese, venha do seu interior - para ela passar a ser falsa. Quanto a serem «constantemente negativas» - não sabemos se as notícias se as opiniões, porque já se percebeu que o ministro distingue mal as duas coisas - não lhe ocorreu que a eventual coincidência entre o que o EXPRESSO, Marcelo e o «Público» diziam talvez resultasse de, nestes três meses de mandato, o primeiro-ministro e o Governo se terem esforçado bastante por dar aos jornais e aos comentadores abundantes razões para críticas.



A parte mais divertida, se não fosse tão patética, da intervenção de Gomes da Silva estava, no entanto, para vir. «As cabalas», disse ele sem rir, «existem independentemente da vontade subjectiva de as constituir». Quer dizer, independentemente da sua «vontade subjectiva», mas uma vez que dão notícias «constantemente negativas», o EXPRESSO, Marcelo e o «Público» seriam agentes sinistros de uma «cabala» contra o Governo. Só porque o ministro Gomes da Silva o afirma. Ou, melhor, só porque ele tem a «vontade subjectiva» e objectiva de inventar uma cabala, a fim de disfarçar a sua dificuldade - e a do primeiro-ministro, que lhe deu cobertura - de conviver com a crítica e a liberdade de expressão.



Bem vistas as coisas, tinha sido melhor ideia o ministro ir sozinho à Alta Autoridade, em vez de chamar os jornais e as televisões. Se tivesse prestado o seu depoimento no segredo da sala de audições, não teria feito, aos olhos de todo o país, a figura triste a que se prestou. É que o ridículo mata, como sabemos. E, por este andar, o Governo - ou o que resta da sua credibilidade - vai morrer depressa. Mesmo que continue em funções até ao fim do mandato.



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PS - Entre Rui Gomes da Silva, José Veiga, Pinto da Costa, Alberto João Jardim e Luís Filipe Vieira pode não haver mais nada em comum senão a boçalidade e a intolerância. Mas as suas intervenções por estes dias - e toda a agitação que provocaram - justificam que todos nos interroguemos e reflictamos: como é possível que estas figuras tenham adquirido a projecção e o poder de que dispõem na nossa vida pública? Qual a responsabilidade dos «media» na construção da sua imagem? Quais os riscos, para a democracia e para a sociedade, de os discursos e os métodos que já vigoram no mundo do futebol se generalizarem ainda mais ao mundo da política?





19 Outubro 2004


(A OPINIÃO DE - FERNANDO MADRINHA - EXPRESSO)


publicado por Lumife às 21:00

Outubro 19 2004
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Manifestantes condicionaram circulação de uma rua da cidade


Estudante de Coimbra detido por desobediência



Um estudante da Universidade de Coimbra (UC) foi detido hoje por desobediência
durante uma acção de protesto que condicionava o acesso de viaturas à Alta da cidade, disse um dirigente da Associação Académica de Coimbra (AAC).



Durante a manifestação, que bloqueava a circulação na Rua Padre António Vieira, um jovem sentado no asfalto recusou-se a acatar a ordem da PSP, tendo sido detido pelo Corpo de Intervenção por obstrução da via pública e desobediência civil, contou um membro da direcção-geral da AAC.



Os estudantes contestavam a política educativa e ergueram uma "portagem virtual" naquela artéria de acesso à Alta da cidade, simbolizando as propinas e os custos do ensino superior e condicionando o trânsito automóvel, à excepção de autocarros, táxis e viaturas de emergência.



Um portão amovível, com que os universitários obrigavam as viaturas a parar, bloqueava a rua a toda a largura, ostentando as fotos do primeiro-ministro, Pedro Santana Lopes, e da ministra da Ciência e do Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho.



Um sinal de trânsito proibido acompanhava o preço da propina máxima anual (880 euros), aprovado este ano pelo Senado da Universidade, por proposta do reitor, Seabra Santos, com a oposição dos estudantes, que não participaram na votação.



Após a detenção do jovem, dezenas de estudantes dirigiram-se para o comando da PSP, na Baixa de Coimbra, onde se encontra detido aquele estudante.



Agentes policiais permanecem à porta da sede da AAC, onde estão concentrados alguns grupos de estudantes, incluindo activistas do Conselho de Repúblicas, o órgão académico que protagonizou na semana passada um boicote à abertura solene das aulas da UC, usando da palavra na tribuna da Sala dos Capelos.



Estudantes contestavam a política educativa e ergueram uma "portagem virtual" numa das artérias da cidade



(Transcrito do Público)

publicado por Lumife às 18:31

Outubro 19 2004
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Santana Lopes vai continuar a usar o poder, para deixar em aberto todos os cenários até 2006



Após o rescaldo das eleições regionais, em que o PS e o PSD renovaram as maiorias, respectivamente, nos Açores e na Madeira, todas as atenções regressam ao actual paradoxo da vida política portuguesa: o clima de braço-de-ferro entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro.



Goste-se ou não se goste, Santana Lopes enviou um recado cristalino a Jorge Sampaio: ou o deixa governar, para ser julgado em Outubro de 2006, como prometeu o Presidente, quando invocou a estabilidade para o indigitar como chefe do Governo, ou então está disponível para assumir a ruptura.



Ao primeiro sinal de ataque, o chefe do Governo falou ao país para deixar claro quem manda e quem marca a agenda política, deu o dito por não dito e avançou com uma proposta de Orçamento de Estado surpreendente.



Apesar de ninguém acreditar nas contas do Orçamento, de 2005, o Presidente foi obrigado a recuar.



De facto, hoje, ninguém duvida que o responsável pelo estado de permanente derrapagem presidencial se chama Santana Lopes, tal é o desfasamento entre o que o Jorge Sampaio diz e o que o Presidente da República faz.



O estilo de Santana Lopes até pode ser considerado uma fórmula execrável, como revelou o caso de Marcelo Rebelo de Sousa. O exemplo de governação trauliteira de Alberto João Jardim, que reforçou o estatuto de campeão eleitoral, aparentemente, continua a ser um maná para o líder da maioria.



Faça o que fizer, diga o que disser, com mais ou menos ameaças, veladas ou expressas, o balanço do mandato presidencial está amarrado ao sucesso das promessas orcamen-


tais.



Daqui a um ano, o Presidente da República não se pode escudar na evolução do preço do petróleo, para justificar a situação do país.



Jorge Sampaio tem de perceber que o tempo não volta para trás.





O balanço do mandato presidencial está amarrado ao sucesso das promessas orçamentais







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Rui Costa Pinto é Grande Repórter da VISÃO



(Transcrito com a devida vénia da VISÃO)

publicado por Lumife às 00:02

Outubro 17 2004
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É uma doença que afecta principalmente as mulheres na menopausa caracterizada

por uma fragilidade nos ossos.



Na menopausa a ausência do hormónio feminino faz com que os ossos percam

cálcio e fiquem porosos como uma esponja. Esta fraqueza dos ossos expôe a

mulher a riscos maiores de fracturas tanto por quedas como espontâneas.

Os locais mais comuns são a coluna, o colo do fémur e o pulso. Destas fra-

cturas a mais perigosa é a do colo do fémur.



É também por causa da osteoporose que as mulheres perdem altura com a

idade.



Exames de densitometria podem predizer o risco de fractura.



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(17 de Outubro - Dia Mundial da Osteoporose)

publicado por Lumife às 00:43

Outubro 16 2004
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Fotografia de Armando Frazão

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Olha o sol que vai nascendo


Anda ver o mar


Os meninos vão correndo


Ver o sol chegar


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Menino sem condição


Irmão de todos os nus


Tira os olhos do chão


Vem ver a luz


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Menino do mal trajar


Um novo dia lá vem


Só quem souber cantar


Vira também


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Negro bairro negro


Bairro negro


Onde não há pão


Não há sossego


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Menino pobre o teu lar


Queira ou não queira o papão


Há-de um dia cantar


Esta canção


.


Olha o sol que vai nascendo


Anda ver o mar


Os meninos vão correndo


Ver o sol chegar


.


Se até dá gosto cantar


Se toda a terra sorri


Quem te não há-de amar


Menino a ti


.


Se não é fúria a razão


Se toda a gente quiser


Um dia hás-de aprender


Haja o que houver


.


Negro bairro negro


Bairro negro


Onde não há pão


Não há sossego


.


Menino pobre o teu lar


Queira ou não queira o papão


Há-de um dia cantar


Esta canção



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(Zeca Afonso)

publicado por Lumife às 16:01

Outubro 13 2004
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publicado por Lumife às 12:54

Outubro 13 2004
Presidente da Comissão Executiva tanto da Lusomundo Média como da Global Notícias



será Luis Delgado, actual administrador executivo da Lusa-Agência de Notícias de



Portugal.



Será quem manda no Diário de Notícias, Jornal de Notícias, T.S.F., 24Horas, etc.etc..



Silva Peneda pediu para cessar funções de presidente do Conselho de Administração



da Global Notícias por discordar da forma como foi nomeado Luis Delgado.

publicado por Lumife às 12:48

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