SABIA QUE...?

Novembro 21 2004
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Associações apresentam caderno reivindicativo para pôr fim ao drama nas estradas


Liga contra o Trauma propõe criação de autoridade para a segurança rodoviária



A rede de associações Estrada Viva – Liga contra o Trauma apresentou hoje um caderno reivindicativo para responder à elevada taxa de sinistralidade em Portugal. A criação de uma autoridade para a segurança rodoviária é uma das medidas propostas para combater a elevada sinistralidade em Portugal.



O caderno foi apresentado no âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estada, celebrado em Portugal com diversas iniciativas promovidas pela Liga contra o Trauma, uma rede informal recentemente constituída e que integra 25 associações ligadas ao problema da sinistralidade.



A organização justifica a apresentação deste caderno com o facto de Portugal se encontrar no topo das estatísticas internacionais relativamente ao número de mortos, feridos e incapacitados por acidentes rodoviários.



Entre as medidas que a Liga gostaria de ver postas em prática está a criação de um organismo autónomo, dedicado exclusivamente à investigação, prevenção e coordenação das actividades de segurança rodoviária, algumas das competências actualmente sob a alçada da Direcção Geral de Viação.



A nível legislativo, a organização defende a criação de um quadro penal ou cível de penalização do crime rodoviário, aplicável a técnicos e políticos que, por omissão ou acção, ponham objectivamente em perigo a vida dos utentes das estradas.



No mesmo âmbito, a Liga propõe também a co-responsabilização do Instituto de Estradas de Portugal, sustentando que a estradas e a sinalização, da responsabilidade deste instituto, podem contribuir ou explicar inúmeros acidentes rodoviários.



Ainda no campo legislativo, a organização pede a revisão do segredo de justiça nos processos envolvendo acidentes rodoviários e a criação de cartas dos direitos do peão e da pessoa traumatizada.



A nível estrutural, a associação defende o reconhecimento da segurança rodoviária como um importante problema de saúde pública, sustentando que o sistema de saúde deve envolver-se na investigação das causas e combate à sinistralidade.



A revisão do sistema de emergência pré-hospitalar e a redefinição das práticas de medicina de emergência, são igualmente reclamadas pela organização, que denuncia ainda "deficiências graves" na abordagem e tratamento do traumatizado.



Iniciativas marcam Dia da Memória



Já hoje, a Liga contra o Trauma tinha acusado o poder político e a sociedade de continuarem “adormecidos” perante o "pesadelo dos traumas rodoviários", recordando que só nos últimos 30 anos morreram nas estradas portuguesas 50 mil pessoas.



Numa tentativa para despertar consciências, a organização inaugurou esta manhã em Évora um memorial de homenagem às vítimas das estradas. Dezenas de pessoas responderam ao apelo da associação, colocando numa estrutura montada na Praça do Giraldo varas, uma por cada vítima de acidente, em muitos casos acompanhadas de mensagens e fotografias dos mortos.



A Liga propôs à população de Norte a Sul do país para seguir o exemplo de Évora, colocando varas personalizadas em locais públicos das suas zonas de residência, lembrando os seus familiares, amigos ou conhecidos mortos em acidentes de viação.



Segundo a organização, a vara, “desde sempre utilizada pelos caminheiros como auxílio na busca do seu caminho”, simboliza “o caminho a percorrer para acabar com esta epidemia".



Também a Associação de Utilizadores do IP-4 acendeu durante a manhã 220 velas no Alto de Espinho, Vila Real, em homenagem ao número de vítimas mortais registadas naquele itinerário desde a sua inauguração, em 1993. A ocasião foi aproveitada por Luís Bastos, presidente da associação, para acusar o Estado de “omissão e negligência” por não criar condições de segurança neste itinerário.



A Liga propõe também a responsabilização de técnicos e políticos que ponham em causa a vida dos utentes das estradas




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(In Público)

publicado por Lumife às 23:25

Novembro 21 2004
forte s. braz.jpgForte de S. Bráz - Vila do Porto- Santa Maria



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O presidente do Governo Regional dos Açores considerou hoje inaceitável que cerca de 30% das receitas da Segurança Social dos Açores estejam a ser cativadas e retidas pela Administração Central, numa política “egoísta, que nos leva a reivindicar a sua entrega à Região”. O chefe do executivo regional lembrou, mesmo, que “a Segurança Social dá lucro nos Açores, mas não é possível fazer mais por causa dessa apropriação dos nossos recursos próprios”.



Falando na cerimónia de inauguração do Centro Comunitário Padre Joaquim Chaves Cabral, da Santa Casa da Misericórdia de Vila do Porto, ilha de Santa Maria, Carlos César anunciou que o seu executivo pretende introduzir algumas melhorias nos critérios que determinam os apoios públicos às Instituições Particulares de Solidariedade Social que acolhem idosos e desenvolvem outras valências na área das políticas sociais.



Carlos César adiantou, ainda, que tem a intenção de introduzir mais justiça no sistema que determina as comparticipações dos idosos, através das suas pensões, para as instituições que os acolhem em lares ou enfermarias de retaguarda. “Há instituições que nem sempre agem com misericórdia para com o Governo e os seus utentes, quando se trata de negociar financiamentos”, disse o chefe do executivo açoriano.



A obra esta manhã inaugurada transformou o antigo Hospital da Misericórdia e Centro de Saúde de Vila do Porto num moderno Centro Comunitário, com capacidade para alojar 28 idosos, e dispondo, ainda, de todas as infra-estruturas necessárias nesta valência, como salas de banho e hidromassagem assistidos, cozinhas, salas de apoio médico e fisioterapia e instalações para base de serviços domiciliários. O novo edifício, que mantém a fachada do imóvel centenário localizado no centro histórico de Vila do Porto, dispõe, também, de instalações para um ATL – Actividades de Tempos Livres para portadores de deficiência e para um Centro de Dia de Idosos. Tratou-se de um investimento totalmente financiado pelo Governo Regional, através da Direcção da Solidariedade e Segurança Social, que ascendeu, incluindo a aquisição do equipamento e mobiliário, a cerca de 2,5 milhões de euros.



Na cerimónia o presidente do Governo relevou, por outro lado, o importante papel das IPSS’s na concretização das políticas sociais do executivo, destacando que a sua colaboração levou a que os Açores disponham hoje da melhor rede social do país. “Nos últimos anos temos feito um grande esforço para melhorar os apoios aos grupos sociais mais frágeis, como os idosos e as crianças, e esse trabalho tem sido reconhecido por todos os que nos visitam”, frisou Carlos César.



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(in AZORESdigital)

publicado por Lumife às 17:10

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