SABIA QUE...?

Julho 13 2005
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Ter uma gravidez que termina em aborto pode ser muito triste e penoso. As informações que se seguem tratam dos sintomas e tratamentos para os diferentes tipos de aborto.



Talvez isto a ajude a entender, se tiver um aborto, e lhe permita compreender que é pouco provável que tenha feito algo para causá-lo. Existem boas hipóteses de ter um bébe na próxima vez.



O que é o aborto?



Um aborto é o final espontâneo de uma gravidez antes da vigésima semana. O termo médico usado é aborto espontâneo.



Mais ou menos 20% de todas as gravidezes terminam em aborto durante as primeiras 16 semanas. Muitos ocorrem dentro de 10 semanas. Algumas mulheres abortam mesmo antes de saber que estão grávidas; um atraso na menstruação pode ser o único sintoma.



O que o provoca?



Muitas vezes é difícil saber exactamente a causa do aborto. Contudo, a maior parte dos abortos ocorrem quando os cromossomas do espermatozóide encontram os cromossomas do óvulo.



Muitas vezes o bebé (também chamado feto) não se desenvolve por completo, ou desenvolve-se de maneira anormal. Em casos como estes, o aborto é a maneira que o corpo encontra para terminar com a gravidez que não está desenvolver-se normalmente.



Outras causas possíveis de aborto incluem infecções do útero, diabetes sem controlo, alterações hormonais e problemas no útero. Excesso de tabaco, álcool e drogas ilegais, como a cocaína, também causam o aborto, principalmente no início da gravidez quando os principais órgãos do bebé estão ainda em desenvolvimento.



Algumas vezes, também um cérvix (parte baixa do útero) incapaz provoca aborto. Durante o trabalho de parto o cérvix dá abertura para permitir que o bebé saia do útero e passe através da vagina.



Caso o cérvix comece a aumentar a abertura muito cedo, pode resultar em aborto. Muitas vezes, se o problema é descoberto cedo, pode ser tratado e para a gravidez continue.



Uma queda da mãe raramente causa aborto pois o bebé está muito bem protegido dentro do útero. Por outro lado, não há nenhuma evidência que stress emocional ou físico ou actividade sexual possam causar aborto numa gravidez normal.


*


sintomas, diagnóstico, tratamento e nova gravidez



Quais são os sintomas?



Os possíveis sintomas incluem:


Hemorragia da vagina. A quantidade de sangue pode variar de algumas gotas de sangue a sangramento intenso. A hemorragia pode começar sem nenhum aviso ou apresentar um corrimento escuro primeiramente.


Dor como cãibra no baixo abdómen


Secreção abundante proveniente da vagina, sem sangue ou dor. Isto pode significar que as membranas se romperam (a bolsa das águas rompeu-se).


Se sentir material sólido a passar através da vagina, tente guardar este material para o seu médico examinar.



É possível que não tenha hemorragia ou dor, mas o feto tenha morrido e os sintomas da gravidez já não existam.



Como é diagnosticado?



O seu médico pode fazer um exame pélvico para verificar o tamanho do útero e as condições do cérvix, pedindo uma ecografia para ver se a gravidez está fora do útero em lugar de dentro dele, (a gravidez fora do útero chama-se gravidez ectópica) ou verificar se o óvulo nunca se desenvolveu em feto.



Qual é o tratamento?



Se apresentar uma ameaça de aborto, há uma hipótese da gravidez continuar.



Haverá uma pequena quantidade de hemorragia da vagina, que muitas vezes é indolor, mas pode ser acompanhado de cãibras. O cérvix permanece fechado e o médico recomendará que permaneça na cama por um ou dois dias. O descanso pode parar a hemorragia e promover a continuação da gravidez normalmente. Precauções especiais como parar com exercícios, descansar os pés o máximo possível e evitar relações sexuais podem ser necessárias por várias semanas.



Se a hemorragia for causada por um cérvix incapaz, este pode ser fechado até a chegada do bebé, sendo também administrados medicamentos para relaxar o útero.



O aborto torna-se inevitável se o sangramento e as cãibras continuarem e o cérvix começar a abrir. Um aborto inevitável significa que o feto morreu e nada pode ser feito. O útero expele inteiramente o conteúdo. Este é o aborto completo.



O aborto é incompleto se somente uma parte do conteúdo for expelida. Uma dilatação e curetagem ou procedimento de sucção pode ser necessário para remover o restante do feto e da placenta. Nestes procedimentos o cérvix é aberto e o tecido é cuidadosamente raspado ou aspirado.



Se o feto morreu mas não houve hemorragia, o seu médico pode pedir um D&C ou induzir o trabalho para remover o feto e a placenta.



Quando começar as tentativas de nova gravidez?



Espere de duas a quatro semanas para ter relações sexuais após o aborto. Os médicos normalmente recomendam que se espere até que tenha passado pelo menos uma menstruação antes de tentar engravidar novamente, portanto é recomendável a utilização de alguns meios anticoncepcionais, pelo menos até começar outro período menstrual.



Também é importante conseguir lidar emocionalmente com a perda antes de engravidar de novo.


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riscos, causas, depois do aborto



Quais são os riscos associados ao aborto?



Um aborto geralmente não colocará em risco a saúde a menos que seja incompleto e, caso isto ocorra, sem ser diagnosticado e tratado, a hemorragia pode continuar e o tecido deixado no útero pode infectar.



Dependendo do tipo de sangue, o médico pode querer fazer uma imunização preventiva contra problemas que possam ocorrer em gestações futuras.



Como saber qual foi a causa do aborto?



Não se culpe pelo aborto, pois é pouco provável que tenha sido causado por algo que tenha feito. Por exemplo, abortos espontâneos não são causados por relações sexuais ou exercícios vigorosos.



Mágoa, raiva, e sentimentos de culpa são comuns. Permita-se sofrer com a perda do bebé.



Procure apoio dos amigos ou de outras pessoas que já tenham passado pela mesma experiência. É comum ter medo que seu aborto signifique que não será capaz de engravidar novamente. Lembre-se, contudo, que na maioria das mulheres a próxima gravidez é normal.



Algumas mulheres têm abortos repetidos. (Uma série de três ou mais abortos consecutivos é considerada abortos habituais.) Estes abortos podem ser causados por algum desequilíbrio hormonal ou outra condição que pode ser tratada. Se sofreu três ou mais abortos, é importante que seja examinada para determinar e tratar a causa.



O que acontece depois de um aborto?


A sua recuperação levará de 4 a 6 semanas.


Pode apresentar um ponto sensível e desconforto por alguns dias.


Se estiver grávida há mais de 13 semanas antes do aborto, pode ainda apresentar sintomas de gravidez e seus seios ainda segregarem leite.


Exercícios de baixo impacto, como a caminhada ou natação, não ferirão. Exercite-se mais à medida que se sinta melhor.


Normalmente, o seu médico verificará sua recuperação dentro de algumas semanas através de alguns exames.



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quando procurar ajuda médica?



Se estiver grávida e tiver hemorragia na vagina, com ou sem dor, chame o seu médico. Se a hemorragia for intensa ou tiver dores fortes, dirija-se às urgências.



Se estiver a recuperar de um aborto, chame seu médico imediatamente se tiver qualquer um destes sintomas:


Hemorragia intensa


Febre


Calafrios


Forte dor abdominal


Depois de um atraso menstrual, algumas mulheres perdem sangue e acham que finalmente menstruaram.



Estavam enganadas. Na verdade, tinham engravidado e estavam a eliminar o embrião recém-formado. Depois, engravidam novamente, levam a gestação a termo, muitas vezes sem saber que tiveram um aborto silencioso, que não deixou sequelas.



De certo modo, parece haver uma espécie de selecção natural associada ao aborto espontâneo, especialmente se ocorrer até à oitava semana da gravidez. Em cerca de 60% dos casos, os embriões apresentavam alguma malformação ou alteração genética e foram eliminados naturalmente.



Há mulheres, no entanto, que sofrem abortos sucessivos, o que pode abalá-las emocionalmente e interferir no relacionamento do casal. Muitas são as causas que explicam essa interrupção espontânea da gravidez. Embora em alguns casos seja impossível determiná-las, para a grande maioria existe tratamento.


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(A responsabilidade editorial e científica desta informação é do Projecto Artemis)



publicado por Lumife às 19:27

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